domingo, 23 de maio de 2010

Trabalho doméstico: quem quer?

Ontem fui visitar amigos jovens, que estão morando juntos há pouco tempo. Ele bem novinho, ela uns poucos anos mais velha e com dois empregos, jornada tripla diária. Ele ainda está em formação. Ela já é bacharel e já está no mercado de trabalho. Quando "a pergunta que não morre" veio à baila, "ele está colaborando nos servições domésticos?", a conversa ficou entrópica! Não sei o que acontece, se se trata de um problema cultural ou mesmo de uma certa deficiência cognitiva do homem (não importa idade ou experiência constitutiva), mas, de um modo geral, os companheiros, maridos, namorados ou ficantes, quando estão em casa com suas amadas, não veem a sujeira, a desorganização e a premência de alguns procedimentos higiênicos a serem tomados. Confesso: é um mistério para mim! A reclamação do mulherio é geral! Todas as minhas amigas reclamam de seus parceiros e raros são os homens que fazem um 'mezzo a mezzo' na limpeza e organização doméstica com suas mulheres. Eu destesto ir ao supermercado, por exemplo, e raras são as vezes em que sou poupada disso. Gosto de lavar louça, roupa, passar a ferro (a vapor, claro!), cuidar da casa, em geral! Não me importo! Nunca reclamei disso, nem quando tinha criança pequena em casa. O problema é ter de cuidar de tudo, referente a duas pessoas, sozinha. A sobrecarga de um só, no ritmo da vida atual, é inaceitável! Algumas relações estarão fadadas ao infortúnio se o trabalho doméstico não for elaborado a dois, discutido a dois, compartilhado a dois e avaliado a dois...

domingo, 16 de maio de 2010

A impermanência, um dos 'sutras' da doutrina budista!

Hoje, li um pouco alguns koans do Zen Budismo e algumas passagens das palavras de Buda. Como é difícil e abstrato para nós, ocidentais e criados na esteira do cartesianismo, compreendermos o que é a 'impermanência'! Dediquei mais de 20 anos de minha formação filosófica a estudar as determinações do Ser, e mais dez anos, já afeita aos saberes do Budismo, a tentar internalizar a prática budista, que sinaliza a proeminência do Não-Ser. Participando do grupo de pesquisa GAIA, Grupo de Ações e Investigações Autopoiéticas, há dois meses apenas, meu foco de leituras e preocupações se alteraram decisivamente e, agora, penso que devo me ater ao meu Vir-a-Ser, que me levará, inexoravelmente, à sabedoria da 'impermanência'. Como corolário disso, sofrerei menos, espero. Continuo a considerar que Schopenhauer é claro e, mais que isso, eterno!

domingo, 9 de maio de 2010

Dia das Mães!

Hoje foi o Dia das Mães. Liguei para a minha mãe cedo! Estive em Porto Alegre para ver a Nize Pellanda, minha segunda mãe, e para almoçar com minha filha, a Mirelle. Há mães de todos os tipos físicos e emocionais, políticos e morais. De qualquer modo, mãe é mãe e mesmo que não tenhamos a mãe que merecemos, parceira e confidente, nossa mãe merece que sejamos o que de melhor somos e poderemos ser! Feliz Dia das Mães a todas aquelas que exercem a maternidade e a alguns homens, a quem lhes foi facultada a provedora função de mãe.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Remanso...

Praia no outono é algo maravilhoso: sem barulho, sem jetsky, sem gritaria de criança, sem farofada na areia, atrolho... Vimos vários pássaros caminhando pela beirinha do mar, até os migratórios, procurando alimento. De repente, uma revoada passou por nós, posou e alojou-se na areia mais fininha. Eram pássaros bem pequenos, de um tipo que desconheço, que estavam caçando tatuiras. As ondas vinham, eles se viravam de costas para o oceano. A onda passava, voltavam a bicar a areia fina. Davam uns passinhos para a direita, outros para a esquerda, moldados pela força da água. Parecia uma coreografia, uns 15 ou 20, talvez, em um balé cronometrado. Pensei em um curta, de 3 minutos, com um plano inicial da praia deserta, em 180 graus. Depois, um 'zoom' na placa "Área de Surf" e, finalmente, a coreografia dos passarinhos migratórios, entrando e saindo das ondas...
Remanso, pertinho de Atlântida! Neste finde, para mim, parecia uma praia de Santa Catarina: mar verde, céu resplandecente e azul! Valeu Loy e Lucy! Comemoramos nossos 30 anos de amizade em grande estilo: junto à Natureza!