terça-feira, 25 de janeiro de 2011

FÉRIAS: RUMO À EUROPA CENTRAL!

Tenho assistido a DVDs em casa com locações em países europeus, ou destinos mais exóticos, tamanha a minha vontade de viajar e descansar. Sei que há pessoas que se regozijam por não tirar férias há anos, mas como minha atividade de professora exige muito de meu intelecto, especialmente de minha memória, necessito, sim, de um período de ócio.

As férias são um direito de todo o trabalhador, seja celetista, estatutário ou contratado. Hoje, é tertia feria! Segundo o calendário romano, feria, em latim, tem o sentido de dia em que não se trabalha por questões religiosas.

Por influência da Igreja, no século IV d. C., surgiram o ‘sábado’ e o ‘domingo’, substituindo, respectivamente, o septima feria e o prima feria. A Língua Portuguesa foi a única que manteve a expressão ‘feira’, na designação dos dias da semana.

Na próxima terça-feira, dia 31, viajaremos, eu e Rafael, para a Europa Central, por 20 dias. Se eu conseguir acessar a WEB sem problemas, no turno da noite, tentarei enviar a vocês, amigos, algum post. O acesso à WEB é caro lá e não sei se terei fôlego, após tantas horas de caminhada diária, para escrever algo produtivo e bem-humorado!

Na expectativa religiosa de minhas férias, ou de meu ócio produtivo (é uma questão de perspectiva), deixo aqui um abraço carinhoso aos meus amigos, alunos e ex-alunos. Tentarei enviar algum comentário sobre Frankfurt, Heidelberg, Dresden, Praga, Berlim (vamos ao Berlinale) e Amsterdan.

De qualquer modo, estarei acessando o meu blog pessoal, para aqueles que quiserem acompanhar a nossa aventura, ler narrativas e ver fotos! Bye!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

AS ÁGUAS QUE LEVAM...

Ontem, ouvi o Papa Bento XVI, pela TV, fazer uma bênção apostólica às vítimas das enchentes de vários municípios brasileiros, em estado de calamidade. O que mais emocionou a todos não foram apenas as imagens de resgate de pessoas soterradas ou levadas pelas correntezas, mas a rede de solidariedade que se construiu rapidamente no Estado do Rio de Janeiro.

Assisti a uma reportagem sobre a doação de sangue aos bancos de sangue dos hospitais da Serra Fluminense. Havia entre os doadores pessoas que viajaram mais de duas horas, respondendo aos apelos da Defesa Civil.

Tenho amigos antigos em Petrópolis. São gaúchos de Porto Alegre, mas estão radicados há muitos anos em Petrópolis, cidade serrana na qual têm uma pousada luxuosa. Na quarta-feira passada, quando as primeiras imagens de destruição foram projetadas pelas TVs, fiquei extremamente preocupada em função deles e pelo fato de eu não me lembrar do nome de sua pousada.

Após contatos pela WEB, através do Facebook, por conta de que as linhas telefônicas deixaram de funcionar, minha amiga deu um retorno e comentou que a pousada não havia sido atingida pelos deslizamentos, uma vez que fica no bairro de Nogueira, em Petrópolis, não atingido pelas águas e quedas de barreiras.

O Governo Federal já havia liberado recursos para a prevenção de tragédias como essas. O problema é que apenas o Estado da Bahia, através de projetos técnicos multiprofissionais, enviou suas propostas de parte de vários municípios baianos. Os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina, deveras atingidos em constantes enchentes nos últimos anos, não participaram do edital, segundo os observatórios sociais, hoje 31 no Brasil, coordenados pelo Instituto da Cidadania Fiscal, que tem a tarefa fundamental de promover o controle social dos gastos públicos.

Tragédias como as do Rio de Janeiro e de São Paulo continuarão ocorrendo em período de chuvas abundantes, se os governos municipais e estaduais não se organizarem, a partir de uma avaliação séria e profunda dos episódios e da concepção de projetos técnicos, que removam o pessoal que vive em áreas de risco e de obras necessárias à contenção das encostas das serras.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

AS VÁRIAS TRAIÇÕES DA TEMPORADA


A mídia tem explorado, insistentemente, a volta de Ronaldinho Gaúcho. Entendo pouco de futebol, mas dei meus pitacos nesta coluna quando da Copa do Mundo na África do Sul. Acho que me saí bem! Não aguento mais de ouvir falar de Ronaldinho Gaúcho, no entanto.

Ademais, fala-se agora na dupla “traição” de Ronaldinho Gaúcho, arregimentada por outras traições como a do empresário da novela das “Oito” da Globo (que, finalmente, terminou!); a traição da Amy Winehouse, em relação à expectativa de 12 mil fãs, que foram assisti-la, ao vivo, em um show em Floripa; e pelo longa que se encontra em cartaz, atualmente, em Santa Cruz do Sul, “A Rede Social”, que trai pelo roteiro simplificado e pela trama sem emoção.

Tenho uma página no Facebook, que gerencio há quase dois anos, blog, Orkut, Twitter, e mais três contas de e-mails para administrar. Posso me considerar uma adepta das redes sociais. O que o filme apresenta como mote principal é a ideia de que o Facebook teria sido concebido por um grupo de acadêmicos da Harvard University, interessado em relacionar-se com as acadêmicas da instituição.

Pelos depoimentos de Mark Zuckerberg, criador do Facebook e personalidade eleita pela revista Time em 2010, o website não foi erigido com vistas a colecionar mulheres, ainda que a ideia propulsora tenha sido a de criar um sítio de relacionamento.

As ações judiciais que teve de enfrentar, e que lhe renderam o desembolso de milhões de dólares a seus ex-colegas de universidade, associados, inicialmente, ao empreendimento, também lhe valeram a pecha de ‘traidor’.

O fato é que, talvez, o filme ‘desinforme’ mais o usuário, pouco familiarizado com as redes sociais, que o oriente, verdadeiramente, em relação às fontes que originaram o sucesso que é hoje o Facebook, especialmente entre internautas brasileiros.

De qualquer modo, vale a pena conferir o filme, mesmo com um roteiro meio problemático. A rigor, só se pode negar ou criticar aquilo que se conhece e, como já teria dito Nelson Rodrigues, “a unanimidade é burra”! Portanto, assistamos e façamos a crítica!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

PRESIDENTA OU PRESIDENTE?

Desde o início da campanha eleitoral de Dilma Rousseff, já havia no ar uma dúvida de parte da imprensa e dos próprios partidários: presidenta ou presidente? Em uma matéria da Folha de São Paulo, do mês de agosto, a polêmica instaurou-se, quando uma jornalista (Ana Flor), referindo-se à palavra presidenta, alegou que é uma “(...) alteração do gênero da palavra, que na ortografia não tem versão feminina (...)” – o grifo é meu!

Depois disso, foram muitos os comentários à reportagem citada. Primeiro porque a mesma tinha um tom meio reacionário; segundo, porque não é na ortografia que encontraremos uma regra para verificar se um vocábulo varia em gênero. Se a palavra presidenta não existisse, seria, talvez, um erro semântico, mas não de ordem ortográfica.

Acompanhando pela TV a posse de Dilma Rousseff à presidência da República Federativa do Brasil, fiquei emocionada em dois momentos distintos! Primeiro porque ela exortou a memória, em seus dois discursos, daqueles que tombaram durante a ditadura militar no Brasil. Em um segundo momento, bem pontual, foi quando a presidenta foi convidada a passar a tropa em revista, como comandante-em-chefe.

Nunca, no Brasil, até então, uma mulher esteve na condição de comandante-em-chefe, o que demarca novos tempos e uma nova era neste início da segunda década do século XXI. Ademais, fiquei contando o número de agentes mulheres da PF, o número de ministras empossadas e o número de convidadas internacionais. Vi, pela TV, o abraço trocado entre Dilma e a Secretária de Estado do Governo Obama, Hillary Clinton. Não vi, nem sei se veio à posse, a presidenta da Costa Rica, eleita em 2010, Laura Chinchilla. Não vi e sei que não esteve à posse, ausência plenamente justificada, Cristina Kirchner, presidenta da Argentina.

O governo da presidenta Dilma Rousseff alimentará, futuramente, estudos de natureza antropológica, psicossocial e política, dentre outros, por algumas gerações, sem falar nas versões cinematográficas que virão! Dessas, poupem-nos, ao menos as mulheres!