sábado, 31 de dezembro de 2011

A PRECOCE MORTE DE DANIEL PIZA

Oi, amigos!

Li hoje na WEB e no Face que o Daniel Piza morreu de AVC ontem à noite, em uma cidadezinha do interior de MG, onde passava as festas de final de ano com a família.
Eu o lia desde o início de sua carreira, naqueles anos que era colunista da Folha de São Paulo. Depois, seguiu percurso no Estadão, jornal no qual o meu próprio falecido pai trabalhou durante muitos anos, inclusive no Jornal da Tarde.
Fiquei chocada e triste, pois ele teve um AVC e não se salvou!
Lembro-me de tantas das suas crônicas, de seus comentários inteligentes sobre futebol, mas especialmente da biografia magistral que escreveu de Machado de Assis.
Minhas condolências à família que fica e ao jornalismo brasileiro enlutado, que perdeu um jornalista brilhante e responsável, além de um intelctual de estirpe.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

DE FÉRIAS NO RIO DE JANEIRO

Olá, amigos!

Estou de férias no RJ.
Vou deixar para postar comentários na primeira semana de janeiro de 2012, quando comentarei o primeiro volume das conferências de Foucault no Collège de France (1982-1983), especilamente o conceito de veridicção filosófica.

Abraço a todos e um ano repleto de realizações!

sábado, 3 de dezembro de 2011

PRÊMIO A NICANOR PARRA

Sexta, dia 1º de dezembro, o Prêmio Cervantes 2011, a mais importante honraria concedida à produção literária em Língua Espanhola, foi outorgada a Nicanor Parra, grande poeta chileno.
Parabéns a todos os poetas chilenos e à láurea concedida a Parra.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

SOBRE A AUTOEXPOSIÇÃO NA FILOSOFIA, NA LITERATURA E NAS REDES SOCIAIS

Lendo os "Ensaios de Amor", de Alain de Botton, ocorreu-me refletir se o que ele narra em primeira pessoa, efetivamente, é a sua vida, parte de sua vida ou alguns elementos autobiográficos tratados como ficção.
Com a 'pulga atrás da orelha', li no Caderno de Cultura da Zero Hora de sábado passado, o artigo mensal do Fisher (docente de Literatura Brasileira da UFRGS). A reflexão que ele faz é iniciada pela autoexposição nas redes sociais e, após, ele migra para o campo literário.
O fato é que o que me intriga é que o Alain de Botton é um filósofo, comprometido com o mundo da vida, com a Filosofia aplicada 'à vida', a ponto de ter fundado uma escola em Londres denominada de Escola da Vida. Filósofos autoexpõem-se, sim, prova é o 'Discurso do Método', de Descartes, escrito inclusive, de modo sui generis, em primeira pessoa, algo extraordinário para sua época. Todavia, temos de nos lembrar que ele era avesso à erudição livresca de seus pares; portanto, contava com o fato de que, na primeira pessoa, comentando detalhes de sua rotina, conseguiria fazer com os que possuíam um livre exercício racional o compreendessem.
Nietzsche, dois séculos após, vai desfilar no campo filosófico com o seu "por que sou tão sagaz", no "Ecce Homo", por exemplo, uma das pérolas de sua escrita autobiográfica.
Na Literatura, Fisher toma como modelo exemplar o livro premiado de Cristóvão Tezza, "O Filho Eterno", em que em que dá um tratamento ficcional à descrição dos elementos autobiográficos. Fisher, assim, vai denominar esse fenômeno de "autoficcção" literária, algo ainda muito novo, que não vi tocado nas páginas dos cronistas e teóricos auriverdes.
Nas redes sociais, não é preciso comentar, né? Penso que todos os que mantêm, com um certo esforço e parcimônia, seus posts em blogs, Twitter e Facebook sabem que é preciso ter bom senso: 'filtrar' é o que mais se faz nesse segmento.
Estou cada vez mais com menos 'amigos' no Facebook, porque minha praia não é colecionar 'amigos', mas, sim, ser capaz de regozijar-me com comentários consistentes, sejam apenas informativos, poéticos ou filosóficos, fora o fato de que também aprecio postar e ler os comentários depois.
Meu critério de descarte agora é 'emissão de bobagens", reiteradamente. Rolou bobagem, tchau!
Cuidado, tá! Hahahahah