segunda-feira, 12 de março de 2012

SOBRE O LONGA "A INVENÇÃO DE HUGO CABRET", DE MARTIN SCORSESE ("HUGO", EUA, 2011)

De trás para a frente, vou comentar em primeiro lugar o filme a que assisti hoje à tarde em Porto Alegre, "A invenção de Hugo Cabret", de Martin Scorsese, que concorreu ao Oscar 2012, dentre outros, de Melhor Diretor. Em minha modesta opinião, ele foi injustiçado por força de o longa "O artista", de Michel Hazanavicius, ter arrebatado os prêmios mais importantes, incluindo o de Melhor Direção.
"Hugo" é o título do livro do escritor Brian Selznick, adaptado para o cinema pelo roteirista John Logan, conhecido do público por filmes como "O último samurai", "O aviador", "O gladiador". Ele encontra-se, atualmente, trabalhando com o diretor Darren Aronofsky (Pi, Fonte da vida, Réquiem para um Sonho e Cisne Negro) sobre o episódio bíblico de Noé, que será vertido para o cinema.
Voltando ao livro-visual "Hugo", em suas quase 500 páginas há uma variedade de ilustrações, que lembram o universo pictórico de Escher. A narrativa passa-se na Paris dos Anos 30, dentro de uma estação de trem, porque é lá que o menino Hugo Cabret vive, órfão que é, escondido nas engrenagens de um enorme relógio de corda, sempre sobrevivendo através de pequenos roubos de comida e de constantes fugas do inspetor da estação férrea.
O filme não fica por menos, comparado ao livro: é brilhante na imagética e nos efeitos especiais. A trilha sonora é primorosa e ouve-se, reiteradamente, um piano ao fundo (três temas de Erick Satie), animando os passos do protagonista e de seu único amigo, um autômato, deixado de legado por seu pai, um relojoeiro, que ensina o ofício a Hugo, além de compartilhar com ele o fascínio pelos consertos e invenções.
Na parte final do longa, o "leitmotiv" desvela-se e entende-se a que veio o filme: a homenagem que a literatura/cinema prestam a uma dos pioneiros do "cine-magia", ou seja, da inserção do ilusionismo e dos primeiros efeitos especiais na Sétima Arte, através de seu mentor, o francês Georges Mèliés.
Muito poético e emocionante o desfilar de cenas dos filmes de Méliés recuperados pela iniciativa de alguns apaixonados pelo cinema e sua história, no desfecho do longa!

2 comentários:

  1. Compartilho sua opinião. Um filme acima de tudo bonito, emocionante de se ver. Me encantou a exaltação do amor, da arte e do amor a arte.

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  2. Sim, Ewe! Que bom que o viste! Gostaria que fosses assistir ao "Drive" e ao "Shame" e, depois, comenta comigo as tuas impressões. Neste finde, irei a Sampa. Mais adiante, em abril, te visitarei e te contarei das exposições que visitei. Um beijo grande!

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