segunda-feira, 16 de julho de 2012

ARTE E CULTURA: MÚSICA E CINEMA EM PORTO ALEGRE

Estive em Porto Alegre neste final de semana, de 13 a 15 de julho de 2012. Cheguei na sexta à tarde. À noite, estava agendada a ida ao Café Fon Fon, do Luizinho Santos e da Beth Krieger. Cheguei cedo porque eu havia reservado duas mesas com 12 lugares ao todo. Era o aniversário da Ewelin Canizares e havia um forte motivo para ela sair de casa com a família. Alguns amigos meus também apareceram e felicitaram-me pelo meu aniversário no dia 5. Estávamos ali em três cancerianos, incluindo o Zé Eckert, que havia aniversariado em 1º de julho. Ganhei vários mimos, destacando o segundo CD da banda do Luizinho Santos. Já o ouvi aqui em casa. Samba-jazz seria a categoria mais adequada para a criação musical dele. Muito bom!
Após o show do quarteto do Café Fon Fon, fomos para o Dhomba ouvir duas bandas de hardcore. Uma delas era a excelente Campbell Trio, que abriu o show da Dead Fish, no Opinião, há uns 15 dias atrás. Era o Dia Mundial do Rock e o ingrediente não podia faltar.
No sábado, assisti a dois longas: "On the Road/Na estrada" (2012), de Walter Salles, e "Para Roma, com amor", de Woody Allen (2012). O primeiro decepcionou-me! Minha filha, sentada ao meu lado, fazia caretas, mas respeitosamente acompanhou-me até o final.  Observei que seis pessoas retiraram-se da sala quando passavam 60 minutos de exibição. Li o cult  "On the road", de Jack Kerouac, em tenra idade e não o reli nunca mais, tal o frisson paradigmático que a leitura me causou. Li outras obras dos 'beats' no início dos 80 e, por isso, esperava mais desse longa, que possui, todavia, belas imagens de um 'road movie', e uma trilha condizente com o bebop  fundado no Harlem, em NY, por Charlie Parker e Dizzi Gillespie. O "bebop", como uma das vertentes do jazz, é uma onomatopeia, na verdade, que reproduzia o som metálico das marteladas dos trabalhadores nas ferrovias em construção. Quem quiser conhecer mais a fundo esse gênero e também saber um pouco da vida desses grandes músicos no período pós-crack da bolsa e pós-segunda guerra, deve assistir ao magistral documentário de Ken Burns, com 12 DVDs, que inclui duas mil fotos e 498 temas de jazz. Fantástico!
Há bons atores no "Na Estrada", com exceção, sinto comentar, de Kristen Stewart. Não assisti a nada que lembre a 'saga de Crepúsculo', mas não me desvencilhei do estigma que essa atriz carrega consigo. Prefiro, obviamente, a Kirsten Dunst e a nossa Alice Braga, que faz uma significativa ponta no filme. Quanto aos personagens masculinos, Garrett Hedlund (Dean) e Sam Riley (Sal, o próprio Kerouac), saíram-se bem: um como o dionisíaco e belo sedutor, Dean; o outro, aspirante a escritor, após ter perdido o pai, percorre sem rumo a Rota 66 com o amigo. Esse é Sal. Ainda participa do filme o ator  Viggo Mortensen, como Old Bull Lee, um cara solitário, que recebe os garotos em uma cena. Vale conferir, mas... eu avisei!
Sobre o longa do Woody Allen, o segundo da trilogia, dedicado a Roma, não o comentarei. Depois de ter lido a crônica puxa-saco da Martha Medeiros no "O Globo" de hoje, que deve ser o mesmo que figura na "ZH" dominical (que não leio), eu desisti. I gave up! O Allen já foi um dos grandes mestres do cinema, de quem recordo com carinho, quando o mesmo ainda fazia um cinema metafísico e singular, tendo em vista sua condição judaica. Hoje, seu cinema é histriônico e bom para os olhos apenas! Quem quiser rir ou rever lugarejos visitados em Roma, que vá!

3 comentários:

  1. Adorei o tempo que passamos juntinhas e, apesar do filme não ter sido dos melhores, foi a minha re-estréia no cinema e fiquei mto feliz de ter ido assistir a um filme depois de tanto tempo. E que a dose se repita mami, qdo voltares do RJ. Bjs

    ResponderExcluir
  2. Mimo, como postaste um comentário, se terminei neste momento de escrever o meu texto?

    ResponderExcluir
  3. O quarteto do Café Fon Fon toca muito bem mesmo. Quanto ao On the Road, meu medo era esse projeto de atriz, a Kristen Stewart, está na moda colocar essa pessoa sem sal nem açucat nos mais variados papéis e isso dá nojo....Ela é inexpressiva. Bon saber que o filme pode decepcionar...vou pensar se vejo ou não.

    ResponderExcluir