segunda-feira, 24 de setembro de 2012

SÃO PAULO, SEXTA, DIA 21 DE SETEMBRO (1ª PARTE)

Olá, amigos! Como avisei, postarei aqui meus comentários sobre o que visitei em Sampa com amigos gaúchos. Aliás, desta vez, eu estava acompanhada de vários gaúchos: Lucy Demari e seu namorado João; Sheila Boesel e seu marido Marcos; o próprio Evandro Rohden, quem me hospedou em Sampa desta vez (minha quarta viagem à capital paulista em 2012), mais a poeta Tuca Rosa, natural de Capão da Canoa, sem falar em um outro amigo do Evandro, o Ricardo, também gaúcho.
Na sexta, iniciamos (eu, Lucy e João) a jornada pelas exposições, abaixo de chuva, vento e frio, selecionando, em primeiro ligar,  a de Michelangelo Merisi, conhecido por Caravaggio. A pequena mostra leva o título de "Caravaggio e seus seguidores", no MASP, até 30 de setembro de 2012. A idealizadora da mostra é Rossella Vodret, a maior especialista em Caravaggio da Itália. Fiz algumas considerações iniciais aos meus amigos sobre a vida turbulenta de Caravaggio, sua hybris, seus descomedimentos por várias cidades italianas, em pleno início do século XVII, até ter de abandonar de vez Roma. Ele não apenas brigava: ele feria outros e se autoferia nas brigas. Assim, acabou perdendo sua vida aos 38 anos. Simplesmente um gênio esse homem, que inaugura o Barraco, após os 'frufrus' dos maneiristas. A técnica do chiaroscuro põe a cena ou o retrato em primeiro plano, com um fundo escuro, e joga um jato de luz sobre um outro objeto da composição pictórica. Isso mexe com a dimensão sensorial de cada espectador; a força é enorme! Não é à toa que a segunda parte da exposição revela a produção de seus seguidores, que eram muitos, pintores de certa expressão na Itália, conhecidos como caravaggescos! Impressionante a cabeça da Medusa, a Medusa Murtola, de 1597, de um colecionador particular, totalmente envolta em um vidro blindado, semelhante ao que fica defronte à tela "A Monalisa", de Leonardo da Vinci, no Museu do Louvre. A imagem parece, inicialmente, que pretende aterrorizar quem a espreita; no entanto, imagina-se o terror que a entidade deva ter sentido ao ver sua própria imagem, mimetizada, no escudo de Perseu. Nesse mesmo dia, à tarde, fomos à Livraria Cultura, do Conjunto Nacional, tomar um café. No início da noite, lá pelas 20h, fui a um sarau poético na Casa das Rosas, na Avenida Paulista. Lá estava o Evandro, aguardando-me. Saímos fugidos de lá. Sarau da quarta idade? Socorro! Valeu para conhecer a tal Casa das Rosas, que é um casario antigo em uma área verde linda, em plena Paulista! Mais tarde, às 22h, fomos todos jantar em uma cantina típica italiana, no Bixiga, a Esperanza, que introduziu em São Paulo, em 1958, as receitas de pizza Marguerita e de pão de linguiça. Estávamos em oito pessoas e, junto aos gaúchos, dois paulistanos: a Berna, amiga da Lucy, e o Ricardo Camarotto, ilustrador da Folha de São Paulo. É ele quem ilustra, todas as terças, os textos do filósofo Luís Felipe Pondé (que eu, particularmente, não aprecio). Rimos muito! Foi terapêutico! Foi demais!

(a continuação segue no texto postado antes deste!)

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