quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

"LUZES DO NORTE", NO MASP (O RENASCIMENTO ALEMÃO) - 3ª PARTE

Saindo do Ibirapuera (ler os outros dois comentários anteriores), fui para a Paulista. Visitei apenas a exposição 'Luzes do Norte', sobre o Renascimento Alemão, dentro do MASP, representado por expoentes da Coleção do Barão Edmont de Rothschild (doada ao Louvre), com a curadoria de Pascal Torres Guardida. Na primeira sala, os antecessores de Albrecht Dürer, Cranach, o Velho, e Hans Holbein, tomaram conta do espaço, séculos XV e XVI. Depois, conferi as primeiras obras realizadas com buril, como "A prisão de Jesus Cristo", uma das mais antigas gravuras de que se tem notícia. A seguir, observei as gravuras de Martin Schongauer, Mestre Frans van Brugge,  Jean de Cologne e Mestre Mair von Landhust (de 1500), esse de Frankfurt. O terceiro conjunto de gravuras era aquele pelo qual eu esperara para ver: a obra de Albrecht Dürer, que aprendi a amar desde pequena, uma vez que tive a sorte de ter um pai jornalista, artista gráfico e apaixonado por Arte. Desde cedo, crescemos com reproduções de grandes clássicos nas paredes de nosso quarto de meninas e meu pai, de acordo com os nossos pedidos e possibilidades técnicas, repassava as gravuras de Escher, Vasarely e Dürer para camisetas, em serigrafia. Vi "O retrato de rapaz", em pedra negra lavada; "Retrato de homem, em pedra negra e realce em pastel branco; "Retrato de Ulrich Varnbüler", em xilo sobre papel estendido em tela; "A leoa" (1521), uma aquarela, com tinta preta e guache; "Apolo e Diana", em buril; "Apóstolo em pé", em lápis de prata sobre papel preparado em verde; e, finalmente, o que eu sempre quis ver ao vivo, porque o tinha reproduzido em uma camiseta (que usei até puir), o famoso e pequenino "Rhinoceros", em xilo, com uma impressão tardia, em 1520, em verde monocromático. Magnífico! Sempre amei a obra de Dürer e a conheço de vários museus europeus, além de possuir duas reproduções dele em minha sala: uma xilo e uma guache.
Próximo comentário, sobre as gravuras de nosso brasileiro Oswaldo Goeldi (1895-1961), que visitei na Estação Pinacoteca de SP, recentemente incorporados ao acervo dessa instituição.

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