domingo, 24 de março de 2013

PRÓXIMOS POSTS

(Meu blog alcançou 18 mil acessos aos meus posts. Obrigada pelo prestígio, amigos e leitores!)

Falta ainda eu escrever meu comentário sobre o filme 'Anna Karenina', de Joe Wright (2012), assistido na semana retrasada em Porto Alegre. Aguardem, amigos e leitores, que irei ao RJ na próxima semana conhecer o novo museu da área portuária, o MAR, o Museu de Arte do Rio de Janeiro; também assistirei ao show de covers do Tim Maia, com o Thiago Abravanel, e a peça "Jacinta", com a Andrea Beltrão, em seu próprio teatro no Botafogo, o Poeira, com a direção de Aderbal Freire Filho. Depois, no outro mês, irei a SP para um show no pub Jazz nos Fundos, em Pinheiros, irei conhecer a Biblioteca de Mindlin, inaugurada nesta semana, dentro das dependências da USP, e ainda assistirei a um concerto na Sala São Paulo e à ópera "A volta do parafuso", de Benjamin Briten, nos seus 100 anos de nascimento, no Theatro São Pedro, de Sampa, na Barra Funda. Para terminar, assistirei a uma peça infanto-juvenil, muito elogiada, de Débora Dubois, "Lampião e Lancelot", que alia o clássico ao cordel!

sexta-feira, 22 de março de 2013

FILME ALEMÃO 'BARBARA', DE CHRISTIAN PETZOLD (2012)

No final de semana passado, assisti também a um segundo filme alemão, "Barbara", de Christian Petzold, que já havia sido exibido na Mostra de Cinema Alemão, em SP e no Guion, em Porto Alegre, em 2012. Meu professor de Alemão, o Gilson Klemz, já havia me chamado a atenção para esse longa. Então, fui conferi-lo em função de que a narrativa é ambientada na ex-Alemanha Oriental e a ação se passa em um pequeno hospital no interior do país, para o qual a protagonista Barbara foi enviada (ela vivia em Berlim Oriental), cumprindo pena, como cirurgiã-pediatra. A protagonista é vigiada pela 'inteligência' do governo comunista, em seus extertores da agonia, porque se passa em 1980.  Funcionários infiltram-se no dia a dia dos camaradas e 'promissores dissidentes'. O filme é frio, cru e provoca uma certa ansiedade no espectador, no crescendo que vai dimensionando o contexto histórico-político, que todos acompanharam pela imprensa, à época. Barbara está aguardando para fugir com seu namorado, um executivo que tem permissão para ir e vir. No entanto, ao mesmo tempo, o filme explora com mais delicadeza a relação que a mesma vai construindo com o médico responsável pela clínica, que supervisiona seu trabalho. Sua espera constante, em sair da Alemanha Oriental, contrasta com um outro tipo de espera, de parte de seu colega de trabalho, que lhe concede afeto e sobre ela alimenta expectativas. O final é consequência natural de seu grau de consciência acerca do futuro daquela condição de vida, daquela Alemanha fadada ao infortúnio. O roteiro é muito bem-articulado e há um talentoso resgate da decadência e do clima de opressão e coerção sobre os cidadãos. Estive em Berlim e o primeiro museu que eu quis visitar foi o do Comunismo, para compreender mais profundamente o que por lá se passou, depois de já ter visitado o Museu do Comunismo, em Praga. Recomendo a visita a esses dois museus. Há legendas em Inglês e em Espanhol.

segunda-feira, 18 de março de 2013

DOCUMENTÁRIO DE HERZOG SOBRE A CAVERNA COM OS MAIS ANTIGOS DESENHOS RUPESTRES DO PLANETA

Assisti a três longas neste finde, em Porto Alegre (escreverei sobre o longa alemão "Barbara" e sobre a versão do "Anna Karenina" a seguir). Vou começar meus comentários pelo documentário do cineasta alemão Werner Herzog, "A caverna dos sonhos esquecidos" (2010), a que tentei assistir no Berlinale de 2011, mas não consegui ingresso. Depois, o documentário também foi atração na Mostra de SP de 2011, mas não pude ir. De Herzog, assisti a uma boa parte de seus filmes: Aguirre, Fitzcarraldo, O enigma de Kaspar Hauser, Stroszeck, Nosferatu, Coração de cristal, Woyzeck, Onde sonham as formigas verdes, No coração da montanha e Cobra Verde. Há mais uns dez longas dirigidos por ele que não chegaram ao Brasil ou eu os perdi mesmo em circuito comercial. Então, finalmente, em uma sessão lotada no Itaú Cinemas no sábado, às 11h, em 3D, pude conferir o documentário sobre a famosa Caverna de Chauvet (nome de família de um dos cientistas), no Sul da França/Bélgica, na região montanhosa de Ardennes, onde três pesquisadores encontraram uma caverna enorme, cuja entrada principal havia sido lacrada, há 20 mil anos atrás, por um deslizamento. Dentro dela, puderam registrar e escanear os mais lindos e antigos desenhos rupestres produzidos por uma mão humana, ou várias, há 32 mil anos. Herzog fez o que pôde, em consonância com a autorização que lhe fora conferida pelo Ministério da Cultura da França. Apenas um pequeno grupo de cientistas pode entrar na caverna, descoberta em 1994, que já tem uma porta blindada e dois guardas permanentes. Pelo que Herzog comenta no filme (que ele próprio narra) já estão pensando em fazer uma réplica a alguns quilômetros dali e estimular a visitação de turistas. Réplica? Absurdo! Eu não gastaria minha grana nisso. Também comentou algo que eu desconhecia, que a Caverna de Lascaux foi fechada, definitivamente, em função da respiração humana concentrada em demasia, no ecossistema da caverna, o que estaria provocando mofo nas pinturas rupestres. Não tenho notícias da Caverna de Altamira, na Espanha. Esse é o fim das cavernas? Não vou morrer sem conhecer uma coleção de desenhos rupestres, ao vivo. Mesmo que os nossos expoentes - encontrados por Niède Guidon, à frente de uma missão franco-brasileira, que, desde a década de 70, vinha tentando mapear desenhos rupestres do homem americano - sejam mais jovens, hoje mesmo, pela manhã, já fiz contato com uma agência de turismo do Piauí para que me levem da capital Teresina até a área do Parque Nacional da Serra da Capivara. Pretendo, no feriadão de 20 de setembro, conhecer os desenhos de São Raimundo Nonato. Quem vem junto? 

OS ÚLTIMOS CDS DE PAT METHENY E ESPERANZA SPALDING, ALÉM DE UM CD DE VIJAY IYER

Estou aqui degustando um Carmenère e saboreando as minhas compras de hoje na Livraria Cultura de Porto Alegre! Quando se trata de Pat Metheny, sou suspeita. Fui ao RJ, pela primeira vez, em julho de 1980, na companhia de uma amiga. Conheci um carioca, que era amigo de Milton Nascimento, e conhecia muito a música que se fazia na época, nacional e internacional. Tudo o que o cara me indicou, saí à procura. Ele comentou comigo sobre um tal Pat Metheny. Não deu outra: comprei lá no RJ mesmo meu primeiro vinil do Pat, "New Chautauqua", álbum de 1979, terceiro de sua carreira de guitarrista. Não o tenho mais, apenas outros dois em CD. Pat tocava, então, com Bob Moses e Jaco Pastorius. Mais tarde, com Lyle Davis, Danny Gotlieb e Eberhard. Tenho um CD de Charlie Haden, em que o mesmo dialoga com a guita de Pat, o belo e melancólico álbum "Beyond the Missouri Sky", que o meu querido amigo Francisco Marshall me presenteou no idos de meu aniversário em 1995. Eu o considero precioso! Também tenho um Pat com quarteto (Burton, Corea, Haynes e Holland), o álbum "Like Minds". O "Unity Band", comprado hoje, que arrebatou um Grammy em 2012, tem Chris Potter (saxofonista tenor, brilhante fusionista, que acaba de lançar uma suíte inspirada na "Odisseia", de Homero, o álbum "The Sirens", que estou à cata!), Antonio Sanchez e Ben Williams na retaguarda instrumental. Divino, mas isso é muito pessoal! Da Esperanza Spalding, que comecei a ouvir no final de 2011, comprei o "Radio Music Society", seu último álbum. Considero-o irregular e recomendo os temas em que se ouve um guitarrista jovem, de quase 30 anos, e muito virtuoso: Ricardo Vogt, natural de Santa Cruz do Sul, no Brasil há alguns dias, gravando seu primeiro álbum solo. Só para se ter uma ideia, na semana passada, o Milton Nascimento gravou uma faixa com ele, participando de seu CD. Vamos aguardar! Ele já se foi, mas voltará logo. Nesta semana, a banda de Esperanza Spalding excursiona pela Indonésia! Sobre o Vijay Iyer, pianista, para quem não o conhece ainda, não encontrei seu último álbum em Porto Alegre, o "Accelerando", mas comprei o "Reimagining", porque o sax alto é representado pelo maravilhoso Rudresh Mahanthappa. Com os instrumentistas Stephan Crump no baixo e Marcus Gilmore na batera, Iyer, americano de origem indiana, é um dos pianiastas de jazz mais versáteis e de estirpe inovadora na cena jazzística contemporânea. Vale a pena procurar no You Tube e checar se vocês apreciam sua música, sejam composições originais ou covers. No segmento da música erudita,  comprei o último CD de Antonio Meneses, o violoncelista que mais aprecio. Já fui atrás dele, inclusive, no Festival de Música Erudita em São José dos Campos/SP, em julho de 2005. O CD de Meneses traz duas interpretações de concertos para violoncelo, de Gál e de Elgar. Não o ouvi ainda. Isso vai ficar para amanhã à noite, após a labuta diária! Boa-noite!

domingo, 17 de março de 2013

CINEMA E MÚSICA EM PORTO ALEGRE!

Amigos e leitores, estou retornando a Santa Cruz do Sul daqui a pouco. Escreverei mais tarde, degustando um Carmenère, já em casa, um comentário sobre os três longas a que assisti, sobre a festa regada a jazz a que fui ontem à noite (que vai deixar alguns músicos, meus bros, com inveja!) e sobre os CDs de jazz contemporâneo que comprei na Cultura hoje à tarde. Aguardem! Tem coisa boa pela frente, porque tive uma fruição estética quando assisti ao "A caverna dos sonhos esquecidos", o documentário do Herzog sobre a caverna em Ardènnes, no Sul da França, em que encontraram, em 1994, os desenhos rupestres mais antigos do planeta: 32 amil anos A.P. (antes do presente)!!!!!!!!!!!!! Depois, assistimos à sexta versão para o cinema de "Anna Karenina", baseado na obra de Tolstoi, e, por fim, mais um filme alemão, que, aos poucos, já  começo a compreender ouvindo a língua falada, o "Barbara", sobre a ex-Berlin Oriental. Isso me traz lembranças de minha viagem à Alemanha em 2011 e a tentativa frustrada de assistir ao documentário do Herzog no 'Berlinale' desse mesmo ano (P.S. Não consegui conferir o "A hora mais escura", de Kahtryn Bigelow. O longa foi banido mesmo do circuito, porque está em um único cinema, longe e em horários inadequados. Lamentável mesmo!).
Danke! Bis bald!

segunda-feira, 11 de março de 2013

CINEMA EM PORTO ALEGRE, NO FINDE DE 16 E 17 MARÇO

Assistirei ao longa "A hora mais escura" (2012), de Kathryn Bigelow, que levou metade de um Oscar (sic) pelo áudio de seu filme, com a Mi e a Beca, no sábado à tarde. Depois, ao filme alemão "Barbara" (2012), de Christian Petzold. No finalzinho da tarde, café na Cultura, como sempre! À noite, jantinha com os bros! No domingo pela manhã, café no Brique com a Sandra. Depois, visita à Fundação Iberê Camargo para ver a exposição do sul-africano William Kentridge! À tardinha, assistirei ao "Anna Karenina" (2012), de Joe Wright, no Guion, com a Ewelin. Tudo de bom! O finde promete!

quinta-feira, 7 de março de 2013

MÚSICA DA MELHOR: TRIBUTO AO TOM WAECHTER

Hoje, seis de março de 2013, cheguei mais tarde, porque dei aula na UNISC à noite, mas fui ao tributo que os músicos de Santa Cruz do Sul fizeram ao amigo Tom Waechter, falecido há duas semanas. O mentor da homenagem póstuma e jam foi o guitarrista, internacionalmente conhecido, Ricardinho Vogt. Atualmente, ele excursiona com o grupo de Esperanza. Ela e Ricardinho conheceram-se quando estudavam na Berkeley, nos EUA. Ela iniciou sua carreira e ele passou a tocar guitarra em sua banda. Amanhã, Ricardinho vai tocar com o Milton Nascimento, que fará uma participação especial no primeiro CD do garoto. Sendo natural de SCS, Ricardinho pôde reencontrar nesta noite um grande número de músicos, que tocaram e cantaram suas composições realizadas com o Tom Waechter. Tom, que bela homenagem! Namaste, meu bro!