domingo, 14 de julho de 2013

I FESTIVAL DE CINEMA INDEPENDENTE ALEMÃO EM PORTO ALEGRE

Estive ontem e hoje conferindo três filmes alemães da programação do festival acima nomeado. Os títulos foram distribuídos em três sessões diárias, em três salas: Santander, Cinebancários e Eduardo Hirtz. O site do festival funciona mal e, quando se lê a sinopse do filme, não se tem a informação da sala e do respectivo horário. Muito mal articulado! O programa impresso é escuro e a fonte da planilha dos locais e dos horários é muito reduzida. Nem com óculos é possível ler com precisão, a não ser com uma lente de aumento associada! Assisti ontem ao  "The Road to the Nod" (2007), de M. A. Littler. Esse diretor estava em Porto Alegre para um debate, mas não pude ficar. Tive dois compromissos com amigos com mais de 20 anos de amizade. Troquei o festival pelas 'pontes': um belo motivo! O filme "A estrada para Nod", de apenas 89 minutos, foi rodado em inglês, informação que faltou no site e no folheto impresso do festival. Eu queria assistir a filmes em Alemão, não em Inglês, mas a maior parte da produção independente alemã é de língua inglesa. Estou estudando Alemão há 17 meses e já traduzo! Passarei para o livro Berliner Platz 3 e farei o intermediário em Berlin; por isso, eu cultivava um grande interesse por esse festival. "A estrada para Nod" é em branco-e-preto, bem afeito à tradição dos filmes noir. O roteiro trata da disputa de máfias sobre pequenos negócios, que incluem a prostituição e o tráfico de armas. Não considerei um grande filme, mas, ao menos, interessante! O destaque fica por conta de trilha sonora de um tipo de blues primitivo, da região do Mississipi, com o banjo na composição. O segundo filme, "Der Fluss war einst Mensch" (2012), de Jan Zabeil, traduzido por "O rio era um homem", é belo plasticamente, com locações na África, em um povoado. Ele tem um fotografia linda, uma bela trilha sonora e trata do confronto entre a realidade de um jovem alemão viajante e as tradições míticas de nativos. Tudo se passa no fluxo de um rio e, lamentavelmente, também foi produzido em Inglês. Por fim, fui assistir ao terceiro, intitulado "Nichts für die Ewigkeit" (2011), traduzido por "Nada é eterno", em língua Alemã. O filme é sofrível, muito amador! Com locações em Colônia, na década de 90, acompanha o percurso de mais de uma década de um jovem alemão drogado, viciado em heróina. Várias pessoas saíram da sala do Santander e, confesso, também não aguentei e fui embora! Eu queria mesmo assistir ao "Der Preis" (2011), "O prêmio", de Elke Hauck, que narra a volta de um jovem ao seu antigo bairro da Berlim Oriental, no qual tem a tarefa de revitalizar um conjunto habitacional. Com o passar do tempo, trabalhando como arquiteto, ele percebe que até os habitantes ficaram imersos no passado e que o regime comunista foi substituído por um 'nada'! Estive passeando na ex-Berlim Oriental e foi possível sacar como uma boa parte desse segmento da cidade é ainda degradada e não recebeu os recursos necessários para se modernizar! É isso, pessoal! Quem puder conferir, ao menos, o filme "O prêmio", será uma boa pedida! Ainda no dia de hoje, conferi a exposição do Santander, Narrativas Poéticas (curadoria de Helena Severo, dos poetas Antonio Cícero e Eucanaã Ferraz e de Franklin Espath Pedroso), apresentando as telas e esculturas que fazem parte da Coleção de Arte do Santander. Também estive na exposição Pintura Brasileira, no MARGS (curadoria de José Francisco Martins), que reúne as telas e fotografias da coleção privada de arte de José Antônio e Hieldis Martins. Estarei offline por sete dias, por questões de saúde, de 15 a 22 de julho. Voltarei à ativa apenas no final deste mês. Abraço a todos!

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