sábado, 27 de julho de 2013

SOBRE A ÓPERA "L'ORFEU", DE CLAUDIO MONTEVERDI, NO INSTITUTO DE ARTES DA UFRGS

Estive na quinta à noite no Auditório Tasso Corrêa, do Instituto de Artes da UFRGS,  com minha amiga Loy Demari. Ela havia recebido dois convites para a ópera ("L'Orfeu", de Claudio Monteverdi) e convidou-me a ir em sua companhia. Confirmei presença na página do Facebook e li a ficha técnica do espetáculo. O projeto 'Ópera na UFRGS' já rendeu um Prêmio Açorianos de melhor espetáculo do ano à instituição e seu mentor, Alfredo Nicolaievsky, em 2012, com a  ópera "Dido e Eneias", de Purcell. Não pude ir a esse espetáculo no ano passado, mas estive em junho na ópera "A Volta do Parafuso", de Benjamin Britten, em SP, e irei à ópera "Tristão e Isolda", de R. Wagner, no Theatro Municipal do RJ, em 24 de agosto, e também ao espetáculo de balé "Carmina Burana", de Carl Off, no domingo, dia 25 de agosto, no mesmo local. Este será o ano das óperas para mim. Fiquei seis anos sem assistir a espetáculo algum desse segmento, mas compensarei a falta. A ópera "L'Orfeu", de Claudio Monteverdi, estreiou em Mântua, na Itália, em 1607. A O espetáculo tem um prólogo e cinco atos. Baseado no mito de Orfeu, o personagem vai ao Hades e resgata sua amada Eurídice do Tártaro. A direção cênica é de Camila Bauer. A regência e o cravo estão a cargo de Diego Biasibetti. A cenografia (Marco Fronckowiak) tem um ponto alto quando estiliza o barco de Caronte; os cabelos dos atores e atrizes são espetaculares, criação de César Mirage. Aprecio óperas, mas nessa os cantores líricos pecaram em alguns momentos da encenação. Em contrapartida, o alaúde foi dedilhado com maestria, sem falar na beleza sonora das três teorbas, um outro tipo de instrumento medieval trastejado. Quem puder, que confira e prestigie o projeto 'Ópera na UFRGS', um empreendimento interdisciplinar do Instituto de Artes e do DAD.

2 comentários:

  1. Imagino este enredo hoje, Nova York, Eurídice está perdida na cidade e Orfeu tem que encontrá-la, e a barca de Caronte? Um táxi daqueles amarelos.

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  2. Boa! Na verdade, o projeto manteve o Orfeu em seu contexto clássico. Seria muito massa atualizá-los, como sugeriste! Abração! Obrigada por deixares um comentário bem-humorado!

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