sábado, 30 de novembro de 2013

6º MISSISSIPI DELTA BLUES FESTIVAL, EM CAXIAS DO SUL

Fui, no final de semana passado, 23 e 24 de novembro, a Caxias do Sul. Meu querido ex-aluno da UNISC e amigo, Maurício Grassel, providenciou os ingressos para a noite final do Mississipi Delta Blues Festival, em sua sexta edição. Cheguei antes das 19h sozinha. Comprei uns souvenirs, tomei uma ceva gelada, peguei a cortesia do festival, fui ao Mississipi Delta Bar, mentor do festival, e flanei pelos vários palcos menores montados no complexo, além de aguardar um show internacional no palco maior. Antes de meus amigos de Caxias do Sul chegarem, encontrei um pessoal de Santa Cruz do Sul por lá e ouvi vários bluesmen. Estavam lá o famoso, e já idoso, James Wheeler (nascido na Georgia, em 1937), tocando com Bob Stroger, bluseiros americanos. Wheeler, abaixo, com seu terno amarelo e sua guita manhosa:


Depois, tive a oportunidade de ouvir a música do último pianista de blues vivo, já bem velhinho, Henry Gray (Louisiana, 1927), que encantou a todos, fazendo fotos com os jovens que o chamavam e autografando, antes de seu show no palco principal do festival. Deem uma checada nele:


Em um palco alternativo, ouvimos juntos, já com meus amigos, ao show da Blues Etílicos, do RJ, com Flávio Guimarães no vocal e na harmônica de boca. Já assisti a shows dessa banda inúmeras vezes em Porto Alegre, em Santa Cruz do Sul e no Rio de Janeiro duas vezes. Eles são cativantes e o Flávio é um bluseiro simpático e bala em  seu performance. Confiram os cariocas da Blues Etílicos abaixo
e uma foto minha com meus bros no festival:



Para encerrar a noite, assistimos juntos ao grande show de Eddy "The Chief" Clearwater (Mississipi, 1935), que entrou no palco com um cocar vermelho, fazendo composé com seu terno vermelho, e arrasou na guita canhota. Vejam abaixo:

No próximo ano, comprarei o passaporte para as três noites e farei uma imersão na cidade e no festival. Voilá!

domingo, 17 de novembro de 2013

WOOD ALLEN, DVDs E LEITURAS

Passei dois dias em Porto Alegre, quinta e sexta (14 e 15 de novembro), e aproveitei para assistir a dois longas. Fui conferir o último de Wood Allen, o 'Blue Jasmine' (2013), por conta de que fiquei decepcionada com os dois últimos a que assisti, com locações em Paris e Roma. Para quem apreciou o drama 'Match Point', como eu, Woody Allen iniciou bem sua lavra de tragédias, porque os dois anteriormente comentados foram fracos e tristes. A Kate Blanchet, estrela de 'Blue Jasmine', está espetacular, como uma viúva decadente, ex-esposa de um salafrário de NY. Prefiro suas comédias neurotizantes, cujo humor judaico deixou saudades em todos que curtem a sua cinematografia. Paciência! Depois, na tarde do feriado, quando um grande temporal ameaçava a capital, eu estava dentro da Sala 8 do Itaú, louca para assistir à produção alemã de 'Lore' (2012), da diretora Cate Shortland. Foram apenas 15 minutos de projeção e tudo foi cancelado nas oito salas Itaú. O mundo caía sobre Porto Alegre e foram mais de 30 minutos sem energia elétrica. Que frustração! Entrei em uma fila e fui reembolsada! Esse filme ficará para a próxima sexta, dia 22. No sábado, dia 23, irei com amigos ao festival de Blues de Caxias do Sul (com meu querido Maurício Grassel), que ocorre há anos no Mississipi Delta Bar. Haverá também outra edição do Festival de Jazz, em Canoas. Uma boa pedida para quem estará em Porto Alegre! Quanto a filmes em DVD, comprei dois Joseph Losey, "A vida de Galileu", montagem de Brecht transposta para a tela grande, produção de 1975, e mais "O assassinato de Trotsky", de 1972, com Richard Burton no papel do líder comunista. Maravilhosos os dois filmes de Losey, que foi aluno de Brecht, na Alemanha. Também comprei uma caixa da Versátil, com cinco clássicos do cineasta japonês Yasujiro Ozu (1903-1963) (dica de meu amigão cinéfilo, Fabiano Felten). Reassisti ao belo "Era uma vez em Tóquio" (1953), que também foi projetado na 37ª Mostra Internacional de Cinema de SP, na qual estive há três semanas, mas os ingressos estavam esgotados para a exibição do mesmo. Tenho mais quatro longas do Ozu para conferir, com paixão e cuidado. No âmbito das leituras literárias, para as quais tenho tão pouco tempo em final de semestre letivo, mesmo assim, consegui terminar de ler o "Projeto Lazarus", de Aleksandar Hemon, o grande homenageado da FLIP deste ano. Terminei também um livro que ganhei de minha filha, o "Flores raras e banalíssimas", de Carmen L. Oliveira, trazido da Bienal do Livro do RJ para mim. Como assisti ao filme homônimo, de Bruno Barreto, de 2012, foi importante ter lido o resultado da pesquisa de Carmen Oliveira. Depois disso, embebi-me nos poemas de Elizabeth Bishop e ofertei o volume à minha grande amiga que aniversariava, já há três décadas, parceira de viagens, filmes e teatro, a Lucy Demari. Por fim, comprei "A lebre com olhos de âmbar", de Edmund de Waal, que a querida Sandra Moscovich, leitora inveterada, me recomendou, e já estou saboreando o texto, que se reporta aos ascendentes de sua família no Império Austro-Húngaro, que tinha obsessão pela cultura nipônica, especialmente pelos famosos setsuquês. O livro que realmente me olha e me espera é o romance do berlinense, que esteve falando na Feira do Livro de Porto Alegre na terça, dia 12 de novembro, Robert Löhr. Seu "A manobra do rei dos elfos", foi publicado pela Record em 2011, mas eu ainda não tinha notícias da existência desse escritor. Mesmo em tempos difíceis de trabalho, por isso voltei para casa, não posso ficar sem um bom filme em DVD e um bom livro para degustar. Abraço a todos!