terça-feira, 24 de dezembro de 2013

OS MELHORES FILMES A QUE ASSISTI EM 2013


Minha lista dos melhores filmes a que assisti em 2013 no cinema, considerando que vivo no interior:


1. "Uma garrafa no mar de Gaza", de François Ozon (sobre os conflitos entre israelenses e palestinos);

2. "Dentro da Casa", de François Ozon (sobre literatura, verossimilhança e imaginação);

3. "Hannah Arendt", de Margarethe von Trotta (sobre o sentimento de 'idishkait', a judeidade, ou a falta dela, e o Nazismo); 

4. "Lore", de Cate Shortland (sobre a alienação dos alemães em relação à 'solução final', o Pós-Guerra e a divisão da Alemanha em setores dos aliados a partir da visão de uma adolescente germânica. Baseado no livro da inglesa Rachel Seiffertem, "The Dark Room");

5. "Berlin-7", de Ramtin Lavafipour (produção germânico-iraniana sobre os exilados de Bagdá em solo alemão);

6. "O som ao redor", do brasileiro Kléber Mendonça Filho, filmado no Recife, que eu amei, mas ficou fora da corrida ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2014; 

7. "Tatuagem", do brasileiro Hilton Lacerda, ainda em cartaz em Porto Alegre;

8. "La Vie d'Adéle" ou "O Azul é a Cor mais Quente", grande vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes, 2013,de Abdellatif Kachiche (baseado na HQ "Le Bleu est une Couleur Chaude");

9. "César deve morrer", dos irmãos Taviani (peça teatral ensaiada dentro de um presídio de segurança máxima, perto de Roma, com base no texto de Shakespeare "Júlio César". A Arte vai tocando a alma de cada um dos apenados. É lindo!)

.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

RIO DE JANEIRO: EXPOSIÇÕES DE ARTE

(ultrapassando 29 mil visualizações do blog!)

Fui hoje à tarde ao MAM Rio, visitar a exposição de Frida Baranek e suas grandes esculturas. Há algumas que transgridem a própria lei da gravidade e que oferecem ao imaginário do espectador uma experiência com o Tempo. As fotos eu as descarregarei quando voltar para casa. Portanto, quem tiver interesse em acompanhar os registros e comentários, aguarde-os. Logo, depois, conferi a exposição para a qual fui ao MAM do RJ hoje, que é a retrospectiva de Antonio Manuel, que não expunha em uma individual institucional na cidade há 15 anos. Quem me recomendou essa exposição foi minha amiga Sandra Moscovich, de Porto Alegre. Antonio Manual tem instalações enormes, epifânicas, como buracos em grandes muros, instalados no terceiro andar do museu. Só um passeio pelas depedências do MAM já vale a pena, incluindo o restaurante, a cafeteria, a cinemateca e uma loja de design. Por fim, na entrada, no térreo, vi as telas a óleo de dois artistas checo-finlandeses, Oudrej Brody e Kristofer Paetau, que transformaram fotografias de vítimas de torturas na China em obra de arte. Eles conseguem expressar a grande contradição da China atual, que tem um PIB galopante, mas que não cresce na mesma proporção que o acesso a direitos humanos e sociais. O que eu apreciei mesmo, todavia, foi a exposição que estava sendo montada por uma equipe brasileira. Notei que havia vários alemães nas dependências do museu. Fiquei nop encalço deles. A exposição tinha acabado de chegar do MoMA, de NY, cujo curador é um cara que leio e sigo no Facebook há anos, o Hans Ulrich Obrist. Vi alguns vídeos, sem poder me aproximar da área, e algumas esculturas muito doidas, referidas às questões ambientais, que trucidam o planeta. Fiquem ligados para quem aprecia Arte. Até mais!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

RIO DE JANEIRO: EXPOSIÇÃO E LIVRARIAS

Estive hoje, na companhia de um amigo gaúcho que estuda em Niterói, na exposição da artista plástica japonesa Yayoi Kusama (1929 -  ), com curadoria de Tomie Otakhe, de SP, intitulada "Obsessão Infinita", pela primeira vez expondo no Brasil. Muito interessante o trabalho dela! Ela migrou para NY no pós-guerra, em 57, e fez parte da turma dos artistas da Pop Art e do Minimalismo. Seu trabalho é conhecido pelas bolinhas coloridas que pinta sobre as superfícies de seus modelos, instalações, pinturas e escultura. Vanguarda pura para a década de 60, em plena contracultura. Depois, seguimos até a livraria 'Leonardo da Vinci', da qual já sou freguesa há dois anos, e, por fim, fomos ao seb Berinjela'. Comprei uns livros e, no final da tarde, para não perder o constume, fui ao cinema em Botafogo. Conferi o último longa da François Ozon, "Jovem e Bela" (Jeune et Jolie, 2013), que aborda um dos graves problemas que a França vive: o da prostituição de menores. Amanhã, irei conferir duas exposições no MAM (Museu de Arte Moderna), no Flamengo, e à noite irei ao Rio Scenarium, na Lapa (Rua do Lavradio). Aguardem os próximos comentários! Abraço, amigos!

RIO DE JANEIRO: PROGRAMAS CULTURAIS

Estou no RJ há dois dias e hospedada na casa de minha irmã mais nova, em São Cristóvão, com direito à vista do porto e da Ponte Rio-Niterói, cartão do metrô e um celular Oi com ddd 021. Muito chique! Estive ontem com a minha família em Copacabana. Hoje, domingo, iniciei os passeios culturais. Fui checar os filmes em cartaz nas salas do Botafogo, comprei os jornais cariocas e paulistanos dominicais, tomei um belo café e, depois, lá pelas 14h30, fui conhecer a 'Casa Daro's, antigo educandário localizado no Botafogo, revitalizado e reformado por um grupo suíço, que comercializa arte latino-americana. O casarão conta com 147 anos. Maravilhoso o espaço, com 12 galerias, uma loja, um restaurante e uma charmosa cafeteria. Contarei mais sobre a Daros, junto a fotos, quando eu retornar à minha casa. Depois, fui ouvir uma audição de trechos da peça "Hamlet", de Shakespeare, na "Arena" do SESC, Copacabana, com Bárbara Heliodora, Thiago Lacerda e alguns jovens atores. Muito interessante! Bárbara Heliodora, uma senhora já idosa, esbanja vitalidade e humor! Ela é a grande tradutora de Shakespeare para o Português. Amanhã, voltarei a comentar minhas peripécias na Cidade Maravilhosa! Abraço a todos!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

LITERATURA, POESIA E PRÊMIOS LITERÁRIOS

Semana de boas notícias na literatura brasileira! Fiquei contente com a notícia de que a escritora gaúcha - e minha amiga pessoal-, Cintia Moscovich, de Porto Alegre, arrebatou mais um prêmio literário, o Prêmio Portugal Telecom de Literatura 2013, na categoria contos (50 mil reais). Na categoria poesia (50 mil reais), venceu o interessante poeta carioca, que eu aprecio bastante, Eucanaã Ferraz, que esteve em POA neste ano, no FestPoa. Fui ouvi-lo e junto a ele estava o meu adorado Antonio Cícero. Na categoria romance, José Luiz Passos, escritor pernambucano, foi agraciado com o grande prêmio, por seu romance "O sonâmbulo amador" (100 mil reais). A vez é dos pernambucanos, não tenho dúvidas! Após ter assistido ao magnífico longa, do diretor pernambucano Cléber Mendonça Filho, "O som ao redor" (2012), não tenho dúvidas de que algo significativo está rolando no Nordeste, especialmente no Pernambuco! Este ano foi um ano de efemérides, para aqueles que amam a Literatura! Há 30 anos, suicidou-se no Rio de Janeiro a poeta Ana Cristina César (29.10.83). Eu já a lia desde seu início de carreira e ontem mesmo encomendei o livro "Poética" (Companhia das Letras), com seus quatro livros publicados em vida e muitos poemas esparsos e inéditos, selecionados pelo poeta e amigo pessoal, Armando Freitas Filho. No dia 9 de novembro, foram os 60 anos de morte do poeta galês Dylan Thomas, cujos poemas também leio há muito tempo! Eu estava a preparar um artigo sobre a obra mais espiritualista de Aldous Huxley, mas não consegui terminar a tempo de publicar nos 50 anos de morte do mesmo, em 22 de novembro. Por fim, ontem, 4 de dezembro, os alemães letrados comemoraram os 70 anos de morte de Stefan George, poeta que inovou a poesia germânica. Escrevi sobre ele neste blog em junho deste ano. Deixo a vocês um de meus poemas prediletos da lavra de Ana Cristina César:

                           Tu queres sono: despede-te dos ruídos

Tu queres sono: despe-te dos ruídos, e
dos restos do dia, tira da tua boca
o punhal e o trânsito, sombras de
teus gritos, e roupas, choros, cordas e
também as faces que assomam sobre a
tua sonora forma de dar, e os outros corpos
que se deitam e se pisam, e as moscas
que sobrevoam o cadáver do teu pai, e a dor (não ouças)
que se prepara para carpir tua vigília, e os cantos que
esqueceram teus braços e tantos movimentos
que perdem teus silêncios, o os ventos altos
que não dormem, que te olham da janela
e em tua porta penetram como loucos
pois nada te abandona nem tu ao sono.