quarta-feira, 26 de março de 2014

ARTE EM SÃO PAULO (22 E 23 DE MARÇO DE 2014)

Olá, amigos e leitores! Estive em Sampa no finde passado. Fui, prioritariamente, visitar algumas exposições. Iniciei com os esboços e desenhos experimentais de Miró, "A Magia de Miró", na Caixa Cultural de SP, com curadoria de um fotógrafo e galerista, muito amigo do artista catalão, que é o dono do acervo. Havia de três a quatro esboços para cada tela a óleo conhecida, da fase final da vida e da produção pictográfica de Miró. Os esboços eram produzidos com tinta chinesa, nanquim ou litografia. Uma beleza de exposição, inovadora e bem-distribuída, cujos esboços estavam entremeados pelas fotos realizadas pelo próprio mentor e curador da mostra, Alfredo Melgar. Não tenho fotos, porque não era possível sequer fazê-las sem flash. A seguir, conferi a coleção de arte do casal Irene e Peter Ludwig, proveniente da Fundação Ludwig, na sede do CCBB de SP. Comprei o catálogo porque eu necessitava ler mais sobre esse casal de colecionadores, suas aquisições e respectivas filiais europeias. A sede da Fundação Ludwig fica em Aachen, na Alemanha. Abaixo, uma foto do átrio do CCBB com uma das acrílicas da coleção, pela primeira vez trazida ao Brasil:
Nessa mostra, vários artistas da ex-Alemanha Oriental, bem como artistas russos, foram expostos. Uma parte dessa coleção faz parte do acervo permanente da Galeria Russa, que fica em São Petersburgo, na Rússia. No meio da tarde de domingo, fui novamente visitar o acervo permanente do MASP de telas impressionistas. O conjunto de telas estava arranjado sob o título de "Passagens de Paris", menção ao conceito de 'passagens' de Walter Benjamin. Por fim, no início da noite, retirei os dois ingressos para a fotoexposição de David Bowie, no Museu da Imagem e do Som de SP, comprados pela WEB há dois meses. Com um amigo escritor, que vive em Sampa, fomos juntos conferir a magia e a inventividade de um de meus ídolos, o ator, cantor, compositor, artista plástico, produtor e performer, David Bowie. Também adquiri o catálogo da mostra, inaugurada anteriormente no 'Albert and Victoria Hall', de Londres. Foi possível acompanhar a exibição de figurinos, cenografias, letras de música, vinis, cenas de filmes, de peças teatrais e de shows orquestrados por Bowie, desde a década de 60 até os dias de hoje. Abaixo, uma foto da entrada da mostra no MIS. Abraço a todos!

segunda-feira, 3 de março de 2014

OSCAR 2014: JUSTO!

Oi, amigos e leitores. Assistimos à transmissão ao vivo pelo Canal ABC, no original, sem precisar contar com a palhaçada dos locutores do Canal TNT, que não sabem nada de cinema e sequer assistiram aos filmes que estavam concorrendo neste ano. Só fiquei intrigada pelo fato de que não mencionaram na noite a morte recente de Shirley Temple e o falecimento do diretor francês Alain Resnais. No entanto, houve uma homenagem a Judy Garland. Não entendi isso ou perdi algo na transmissão. Dei-me conta de que assisti a 17 dos filmes que estavam concorrendo, inclusive conferi a animação "Frozen, uma aventura congelante", dos estúdios Disney.
Aplaudi, logo no início, a outorga de Melhor Ator Coadjuvante ao belíssimo e talentoso Jared Leto, pela personagem assumida em "Dallas Buyers Club", de Jean-Marc Vallée. Também apreciei o prêmio de Atriz Coadjuvante à Lupita Nyong'o, em "12 Years a Slave", de Steve McQueen. Melhor Diretor ao mexicano Alfonso Cuarón não compreendi. "Gravity" é um filme com efeitos especiais impressionantes. Mereceu os prêmios de reconhecimento técnico/tecnológico, mas Melhor Diretor? A noite, decididamente, foi de Matthew McConaughey, Oscar de Melhor Ator, reconhecido por sua extraordinária atuação no "Dallas Buyers Club", uma espécie de memorial descritivo do início do tratamento da AIDS nos EUA,  a partir de um coquetel de AZT que matava os pacientes, submetidos experimentalmente ao composto, em função de sua toxicidade. O personagem de McConaughey descobre um medicamento alternativo ao AZT e recebe da Justiça do Texas o direito de ministrá-lo, após muito contrabando de fármacos e enrolações junto à Receita Federal. É um filme importante, que recupera a história dessa doença na América. Kate Blanchet, estupenda em "Blue Jasmine", de Woody Allen, não exige maiores comentários. Mulher elegante, fez menção às suas concorrentes à Melhor Atriz com humildade e reconhecimento. Melhor Filme Estrangeiro, como não poderia deixar de ser, ao "A Grande Beleza", de Paolo Sorrentino! Por fim, Steve McQueen comemorou com sua equipe, ao final da cerimônia, o Oscar de Melhor Filme. "12 Years a Slave" tem um roteiro baseado nos diários de Solomon Northup, negro livre do Nordeste americano, sequestrado e vendido como escravo a fazendeiros do Sul. Nessa condição, ele sobrevive por 12 anos, até ser libertado pela Justiça e enviado de volta para casa. O filme retoma o tema da escravidão na América, pouco explorado no cinema, e parece que ainda traumático para a sociedade estadunidense. Aproveitem para assistir aos premiados, pessoal! Abraço a todos!