segunda-feira, 3 de março de 2014

OSCAR 2014: JUSTO!

Oi, amigos e leitores. Assistimos à transmissão ao vivo pelo Canal ABC, no original, sem precisar contar com a palhaçada dos locutores do Canal TNT, que não sabem nada de cinema e sequer assistiram aos filmes que estavam concorrendo neste ano. Só fiquei intrigada pelo fato de que não mencionaram na noite a morte recente de Shirley Temple e o falecimento do diretor francês Alain Resnais. No entanto, houve uma homenagem a Judy Garland. Não entendi isso ou perdi algo na transmissão. Dei-me conta de que assisti a 17 dos filmes que estavam concorrendo, inclusive conferi a animação "Frozen, uma aventura congelante", dos estúdios Disney.
Aplaudi, logo no início, a outorga de Melhor Ator Coadjuvante ao belíssimo e talentoso Jared Leto, pela personagem assumida em "Dallas Buyers Club", de Jean-Marc Vallée. Também apreciei o prêmio de Atriz Coadjuvante à Lupita Nyong'o, em "12 Years a Slave", de Steve McQueen. Melhor Diretor ao mexicano Alfonso Cuarón não compreendi. "Gravity" é um filme com efeitos especiais impressionantes. Mereceu os prêmios de reconhecimento técnico/tecnológico, mas Melhor Diretor? A noite, decididamente, foi de Matthew McConaughey, Oscar de Melhor Ator, reconhecido por sua extraordinária atuação no "Dallas Buyers Club", uma espécie de memorial descritivo do início do tratamento da AIDS nos EUA,  a partir de um coquetel de AZT que matava os pacientes, submetidos experimentalmente ao composto, em função de sua toxicidade. O personagem de McConaughey descobre um medicamento alternativo ao AZT e recebe da Justiça do Texas o direito de ministrá-lo, após muito contrabando de fármacos e enrolações junto à Receita Federal. É um filme importante, que recupera a história dessa doença na América. Kate Blanchet, estupenda em "Blue Jasmine", de Woody Allen, não exige maiores comentários. Mulher elegante, fez menção às suas concorrentes à Melhor Atriz com humildade e reconhecimento. Melhor Filme Estrangeiro, como não poderia deixar de ser, ao "A Grande Beleza", de Paolo Sorrentino! Por fim, Steve McQueen comemorou com sua equipe, ao final da cerimônia, o Oscar de Melhor Filme. "12 Years a Slave" tem um roteiro baseado nos diários de Solomon Northup, negro livre do Nordeste americano, sequestrado e vendido como escravo a fazendeiros do Sul. Nessa condição, ele sobrevive por 12 anos, até ser libertado pela Justiça e enviado de volta para casa. O filme retoma o tema da escravidão na América, pouco explorado no cinema, e parece que ainda traumático para a sociedade estadunidense. Aproveitem para assistir aos premiados, pessoal! Abraço a todos!

2 comentários:

  1. Oi Rô, gostei da tua reflexão e concordo que a premiação foi no geral, bem justa neste ano.

    A Shirley Temple foi lembrada na homenagem In Memoriam, Alain Resnais provavelmente não entrou porque o vídeo já estava pronto. Mas eles também esqueceram o ator Cory Monteith :/

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  2. Não vi, então, a referência a Shirley Temple. É verdade, Paola, não se referiram ao Monteith! Abração e obrigada por ler o meu blog!

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