Assisti a três longas neste finde, em Porto Alegre (escreverei sobre o longa alemão "Barbara" e sobre a versão do "Anna Karenina" a seguir). Vou começar meus comentários pelo documentário do cineasta alemão Werner Herzog, "A caverna dos sonhos esquecidos" (2010), a que tentei assistir no Berlinale de 2011, mas não consegui ingresso. Depois, o documentário também foi atração na Mostra de SP de 2011, mas não pude ir. De Herzog, assisti a uma boa parte de seus filmes: Aguirre, Fitzcarraldo, O enigma de Kaspar Hauser, Stroszeck, Nosferatu, Coração de cristal, Woyzeck, Onde sonham as formigas verdes, No coração da montanha e Cobra Verde. Há mais uns dez longas dirigidos por ele que não chegaram ao Brasil ou eu os perdi mesmo em circuito comercial. Então, finalmente, em uma sessão lotada no Itaú Cinemas no sábado, às 11h, em 3D, pude conferir o documentário sobre a famosa Caverna de Chauvet (nome de família de um dos cientistas), no Sul da França/Bélgica, na região montanhosa de Ardennes, onde três pesquisadores encontraram uma caverna enorme, cuja entrada principal havia sido lacrada, há 20 mil anos atrás, por um deslizamento. Dentro dela, puderam registrar e escanear os mais lindos e antigos desenhos rupestres produzidos por uma mão humana, ou várias, há 32 mil anos. Herzog fez o que pôde, em consonância com a autorização que lhe fora conferida pelo Ministério da Cultura da França. Apenas um pequeno grupo de cientistas pode entrar na caverna, descoberta em 1994, que já tem uma porta blindada e dois guardas permanentes. Pelo que Herzog comenta no filme (que ele próprio narra) já estão pensando em fazer uma réplica a alguns quilômetros dali e estimular a visitação de turistas. Réplica? Absurdo! Eu não gastaria minha grana nisso. Também comentou algo que eu desconhecia, que a Caverna de Lascaux foi fechada, definitivamente, em função da respiração humana concentrada em demasia, no ecossistema da caverna, o que estaria provocando mofo nas pinturas rupestres. Não tenho notícias da Caverna de Altamira, na Espanha. Esse é o fim das cavernas? Não vou morrer sem conhecer uma coleção de desenhos rupestres, ao vivo. Mesmo que os nossos expoentes - encontrados por Niède Guidon, à frente de uma missão franco-brasileira, que, desde a década de 70, vinha tentando mapear desenhos rupestres do homem americano - sejam mais jovens, hoje mesmo, pela manhã, já fiz contato com uma agência de turismo do Piauí para que me levem da capital Teresina até a área do Parque Nacional da Serra da Capivara. Pretendo, no feriadão de 20 de setembro, conhecer os desenhos de São Raimundo Nonato. Quem vem junto?
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segunda-feira, 18 de março de 2013
domingo, 17 de março de 2013
CINEMA E MÚSICA EM PORTO ALEGRE!
Amigos e leitores, estou retornando a Santa Cruz do Sul daqui a pouco. Escreverei mais tarde, degustando um Carmenère, já em casa, um comentário sobre os três longas a que assisti, sobre a festa regada a jazz a que fui ontem à noite (que vai deixar alguns músicos, meus bros, com inveja!) e sobre os CDs de jazz contemporâneo que comprei na Cultura hoje à tarde. Aguardem! Tem coisa boa pela frente, porque tive uma fruição estética quando assisti ao "A caverna dos sonhos esquecidos", o documentário do Herzog sobre a caverna em Ardènnes, no Sul da França, em que encontraram, em 1994, os desenhos rupestres mais antigos do planeta: 32 amil anos A.P. (antes do presente)!!!!!!!!!!!!! Depois, assistimos à sexta versão para o cinema de "Anna Karenina", baseado na obra de Tolstoi, e, por fim, mais um filme alemão, que, aos poucos, já começo a compreender ouvindo a língua falada, o "Barbara", sobre a ex-Berlin Oriental. Isso me traz lembranças de minha viagem à Alemanha em 2011 e a tentativa frustrada de assistir ao documentário do Herzog no 'Berlinale' desse mesmo ano (P.S. Não consegui conferir o "A hora mais escura", de Kahtryn Bigelow. O longa foi banido mesmo do circuito, porque está em um único cinema, longe e em horários inadequados. Lamentável mesmo!).
Danke! Bis bald!
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