segunda-feira, 10 de setembro de 2018

UMA DÉCADA SEM DAVID FOSTER WALLACE

Se alguém me perguntasse que escritor estadunidense marcou a minha geração [e minha vida de leitora], sem pestanejar, eu responderia: David F. Wallace. Foi ensaísta, contista e docente da disciplina de Escrita Criativa em Pomona College, Claremont, na Califórnia, onde faleceu.
Sua obra capital, Infinite Jest,  concebida no final dos anos 80 e início dos 90, foi traduzida em Portugal com o título de "A Piada Infinita" e em língua espanhola como "La broma infinita". Esse livro foi um grande sucesso comercial e também junto à crítica especializada. Prefiro o título ambivalente que nosso grande tradutor Caetano W. Galindo, da UFPR, concedeu ao livro de mais de mil páginas, Graça Infinita, uma novela distópica publicada no Brasil, em 2013, pela Companhia das Letras. 
Os estudiosos indicam intertextualidades e costuras de Wallace em Infinite Jest, já escancaradas em seu título:

[...] "Alas, poor Yorick!
I knew him, Horatio: a fellow of infinite jest,
of most excellent fancy:
he halth borne me on his
back a thousand times;
and now  how abhorred
in my imagination it is" [...] (Shakespeare. Hamlet, Ato V, Cena I)

A Revista Times elegeu o livro como uma das melhores novelas em língua inglesa desde os anos 20. The Pale king (O rei pálido), de 2011, obra póstuma, foi finalista do Prêmio Pulitzer de Ficção em 2012. 
Para quem não tem ideia de quem foi David F. Wallace, e da sofrida existência que amargou, na Netflix está disponível o filme "The End of the Tour" ("Fim da Turnê", título em Português), um retrato bem próximo dos problemas enfrentados com a depressão, a solidão e as drogas.

No dia 12 de setembro de 2008, Karen Green, esposa de Wallace, encontrou-o enforcado em casa.

 R.I.P. David

“Há muitas coisas que a boa ficção pode fazer que outras formas de arte não podem. Uma dessas coisas, grandiosa, é poder transpor o muro do ‘eu’, retratar a experiência interna. Construir uma conversa íntima entre duas consciências” (David F. Wallace [21.02.62-12.09.08])

sábado, 26 de maio de 2018

A ARTE DE ROTHKO MACULADA: VANDALISMO NA ROTHKO CHAPEL

Mais uma vez, uma obra de Mark Rothko é maculada [de origem judaica, nasceu em 1903 na Letônia, à época, império russo. Naturalizado norte-americano, suicidou-se em seu ateliê de NY em 1970].  Em 2012, na Tate Modern, em Londres, a tela de Rothko intitulada 'Black on Maroon', de 1958, fora vandalizada. Li sobre isso nos cadernos de arte naquele ano. Levou um ano para a tela ser restaurada e reposta na galeria.  


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[Imagem da tela de Rothko da Tate Modern, Londres. Fonte: Google]

Desta vez - não sei exatamente se o contexto foi o mesmo que na Tate - a 'Rothko Chapel', uma linda capela projetada em uma  área da família Menil, em Houston, no Texas, pensada pelo artista como um santuário, um local de paz e contemplação, composta de 14 pinturas internas, amanheceu com sua parte externa coberta de tinta e panfletos soltos pelo jardim, cujo slogan era: "Não há problema em ser branco". Mais uma demonstração lamentável da supremacia branca, atuando de modo escuso e violento!

  
                                                                Image result for Rothko Chapel
                                      [Rothko Chapel ao fundo e Broken Obelisk no primeiro plano. Fonte: Google]



                                                                                  [Fonte: You Tube]

Em que pese todo o sistema de segurança que há na Fundação Menil - que também abriga várias galerias e dois museus dedicados à produção artística de Cy Towmbly (1928-2011) e de Dan Flavin (1933-1996) [considerado um minimalista, tive o prazer de conferir uma tela de Flavin em Milão, Itália, na Igreja Santa Maria Annunciata); ambos são pouco conhecidos no Brasil] -, a tinta derramada na capela também atingiu o espelho-d'água da fonte, defronte à capela, no centro do qual repousa a escultura 'Broken Obelisk' (Obelisco Quebrado), de Barnett Newman, projetada e realizada entre 1963 e 1969, em memória de Martin Luther King Jr.
Em 1987, a Menil Collection abriu suas portas em Houston com mais de 15 mil peças. Atualmente, ela se encontra fechada para obras de restauração, embora a 'Rothko Chapel' e a fonte com a escultura de Newman já se encontrem reabilitadas e abertas à visitação pública. 


sábado, 5 de maio de 2018

TRIER E O BICENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE KARL MARX

Hoje, 5 de maio, é o dia em que todas as pessoas do mundo, que se preocupam com os rumos do Capitalismo,  celebram os 200 anos de nascimento de Karl Marx. Também gostaria de deixar aqui algumas dicas e imagens, uma homenagem singela, muito distante da reverência (sic) que os chineses destinam ao mentor da luta de classes.
Estive em Tréveris, ou Trier em dezembro de 2017, uma linda cidade alemã com mais de dois mil anos de história. Fundada pelos romanos, Trevéris foi por um período a capital do Império. Há vários sítios arqueólogos na cidade, que merecem uma visita cuidadosa. Tentei conhecer a casa em que Marx nasceu e cresceu, mas ela estava fechada para reformas e somente nesta semana reabriu para o público.
Marx conheceu Friedrich Engels, um jovem elegante e filho de um rico industrial britânico, em Paris no ano de 1844. A ajuda financeira de Engels permitiu que Marx escrevesse O Manifesto Comunista, publicado em 1848. Esta amizade perdurou até a morte de Marx, em Londres, em 1883. Nessa capital, Marx começou a escrever O Capital, em 1867.
Há um filme interessante sobre o período em que Marx é jovem, está casado e não tem condições financeiras de alimentar os filhos que vão chegando. Trata-se de "O jovem Marx", de Raoul Peck (2017). Há algumas críticas sobre esse longa, que, todavia, não lhe tira o teor pedagógico para quem quer compreender como era a luta de classes no século XIX, a vida miserável do proletariado e a visão dos anarquistas mais respeitados, como Proudhon.

Abaixo, deixarei algumas fotos de Trier e sua linda 'Porta Nigra' (ficou escura assim por conta da ação do tempo), desejando que vocês, leitores, coloquem em seus roteiros pela Alemanha uma visita de dois dias a essa cidade.



quarta-feira, 4 de abril de 2018

50 YEARS WITHOUT LUTHER KING JR. (1929-1968)

Hoje, é um dia emblemático para os militantes dos direitos humanos, especialmente, para os que sempre lutaram pelos direitos civis dos negros no mundo todo. No dia de hoje, há 50 anos, era assassinado Martin Luther King Jr., um grande líder, que se tornou exemplo para todos nós, independentemente da cor ou da nacionalidade. Abaixo, segue a íntegra do discurso original que ele proferiu em 1963, na escadaria do Lincoln Memorial Washington. Um Prêmio Nobel da Paz lhe foi outorgado no ano subsequente. 
R.I.P., Luther King:

"Five score years ago, a great American, in whose symbolic shadow we stand signed the Emancipation Proclamation. This momentous decree came as a great beacon light of hope to millions of Negro slaves who had been seared in the flames of withering injustice. It came as a joyous daybreak to end the long night of captivity. But one hundred years later, we must face the tragic fact that the Negro is still not free.
One hundred years later, the life of the Negro is still sadly crippled by the manacles of segregation and the chains of discrimination. One hundred years later, the Negro lives on a lonely island of poverty in the midst of a vast ocean of material prosperity. One hundred years later, the Negro is still languishing in the corners of American society and finds himself an exile in his own land.
So we have come here today to dramatize an appalling condition. In a sense we have come to our nation's capital to cash a check. When the architects of our republic wrote the magnificent words of the Constitution and the Declaration of Independence, they were signing a promissory note to which every American was to fall heir.
This note was a promise that all men would be guaranteed the inalienable rights of life, liberty, and the pursuit of happiness. It is obvious today that America has defaulted on this promissory note insofar as her citizens of color are concerned. Instead of honoring this sacred obligation, America has given the Negro people a bad check which has come back marked "insufficient funds." But we refuse to believe that the bank of justice is bankrupt. We refuse to believe that there are insufficient funds in the great vaults of opportunity of this nation.
So we have come to cash this check -- a check that will give us upon demand the riches of freedom and the security of justice. We have also come to this hallowed spot to remind America of the fierce urgency of now. This is no time to engage in the luxury of cooling off or to take the tranquilizing drug of gradualism. Now is the time to rise from the dark and desolate valley of segregation to the sunlit path of racial justice. Now is the time to open the doors of opportunity to all of God's children. Now is the time to lift our nation from the quicksands of racial injustice to the solid rock of brotherhood.
It would be fatal for the nation to overlook the urgency of the moment and to underestimate the determination of the Negro. This sweltering summer of the Negro's legitimate discontent will not pass until there is an invigorating autumn of freedom and equality. Nineteen sixty-three is not an end, but a beginning. Those who hope that the Negro needed to blow off steam and will now be content will have a rude awakening if the nation returns to business as usual. There will be neither rest nor tranquility in America until the Negro is granted his citizenship rights.
The whirlwinds of revolt will continue to shake the foundations of our nation until the bright day of justice emerges. But there is something that I must say to my people who stand on the warm threshold which leads into the palace of justice. In the process of gaining our rightful place we must not be guilty of wrongful deeds. Let us not seek to satisfy our thirst for freedom by drinking from the cup of bitterness and hatred.
We must forever conduct our struggle on the high plane of dignity and discipline. we must not allow our creative protest to degenerate into physical violence. Again and again we must rise to the majestic heights of meeting physical force with soul force.
The marvelous new militancy which has engulfed the Negro community must not lead us to distrust of all white people, for many of our white brothers, as evidenced by their presence here today, have come to realize that their destiny is tied up with our destiny and their freedom is inextricably bound to our freedom.
We cannot walk alone. And as we walk, we must make the pledge that we shall march ahead. We cannot turn back. There are those who are asking the devotees of civil rights, "When will you be satisfied?" we can never be satisfied as long as our bodies, heavy with the fatigue of travel, cannot gain lodging in the motels of the highways and the hotels of the cities. We cannot be satisfied as long as the Negro's basic mobility is from a smaller ghetto to a larger one. We can never be satisfied as long as a Negro in Mississippi cannot vote and a Negro in New York believes he has nothing for which to vote. No, no, we are not satisfied, and we will not be satisfied until justice rolls down like waters and righteousness like a mighty stream.
I am not unmindful that some of you have come here out of great trials and tribulations. Some of you have come fresh from narrow cells. Some of you have come from areas where your quest for freedom left you battered by the storms of persecution and staggered by the winds of police brutality. You have been the veterans of creative suffering. Continue to work with the faith that unearned suffering is redemptive.
Go back to Mississippi, go back to Alabama, go back to Georgia, go back to Louisiana, go back to the slums and ghettos of our northern cities, knowing that somehow this situation can and will be changed. Let us not wallow in the valley of despair. 
I say to you today, my friends, that in spite of the difficulties and frustrations of the moment, I still have a dream. It is a dream deeply rooted in the American dream.
I have a dream that one day this nation will rise up and live out the true meaning of its creed: "We hold these truths to be self-evident: that all men are created equal." 
I have a dream that one day on the red hills of Georgia the sons of former slaves and the sons of former slaveowners will be able to sit down together at a table of brotherhood. 
I have a dream that one day even the state of Mississippi, a desert state, sweltering with the heat of injustice and oppression, will be transformed into an oasis of freedom and justice. 
I have a dream that my four children will one day live in a nation where they will not be judged by the color of their skin but by the content of their character. 
I have a dream today.
I have a dream that one day the state of Alabama, whose governor's lips are presently dripping with the words of interposition and nullification, will be transformed into a situation where little black boys and black girls will be able to join hands with little white boys and white girls and walk together as sisters and brothers. 
I have a dream today. 
I have a dream that one day every valley shall be exalted, every hill and mountain shall be made low, the rough places will be made plain, and the crooked places will be made straight, and the glory of the Lord shall be revealed, and all flesh shall see it together. 
This is our hope. This is the faith with which I return to the South. With this faith we will be able to hew out of the mountain of despair a stone of hope. With this faith we will be able to transform the jangling discords of our nation into a beautiful symphony of brotherhood. With this faith we will be able to work together, to pray together, to struggle together, to go to jail together, to stand up for freedom together, knowing that we will be free one day.
This will be the day when all of God's children will be able to sing with a new meaning, "My country, 'tis of thee, sweet land of liberty, of thee I sing. Land where my fathers died, land of the pilgrim's pride, from every mountainside, let freedom ring." 
And if America is to be a great nation, this must become true. So let freedom ring from the prodigious hilltops of New Hampshire. Let freedom ring from the mighty mountains of New York. Let freedom ring from the heightening Alleghenies of Pennsylvania! 
Let freedom ring from the snowcapped Rockies of Colorado! 
Let freedom ring from the curvaceous peaks of California! 
But not only that; let freedom ring from Stone Mountain of Georgia! 
Let freedom ring from Lookout Mountain of Tennessee! 
Let freedom ring from every hill and every molehill of Mississippi. 
From every mountainside, let freedom ring.
When we let freedom ring, when we let it ring from every village and every hamlet, from every state and every city, we will be able to speed up that day when all of God's children, black men and white men, Jews and Gentiles, Protestants and Catholics, will be able to join hands and sing in the words of the old Negro spiritual, "Free at last! free at last! thank God Almighty, we are free at last!"

(In: KING JR., Martin Luther. Peaceful Warrior. New York: Pocket Books, 1968).

domingo, 11 de fevereiro de 2018

HÉLIO OITICICA E JOSEPH BEUYS, DOIS DOCUMENTÁRIOS DE PESO!!


Estou no Porto, Portugal, há 23 dias. O Porto tem um circuito de cinema alternativo muito interessante e profícuo. Tive a sorte de estar aqui nas comemorações de um ano de reabertura do Cine Trindade, no centro histórico, e poder desfrutar de títulos preciosos. Assisti a um documentário brasileiro, que não consegui conferir no Brasil. Trata-se do filme de César Oiticica Filho (direção e roteiro), irmão de Hélio Oiticica, cujo cartaz encontra-se acima.  O documentário de 94 minutos é de 2012. Arrebatou os prêmios de Melhor Documentário, em 2012, pelo Júri Oficial do Festival do Rio; Prêmio FIPRESCI da Crítica Internacional  do 63. Berlinale, em 2013, e Calgari Film Prize, também em 2013. A Trilha Sonora é de Daniel Ayres e Bruno Buarque; Direção de Fotografia de Felipe Reinheimer. Para quem não sabe quem foi Hélio Oiticica, ilustre objeto do documentário acima, foi um artista plástico performático engajado e anarco-carnavalesco. Na década de 60, Hélio já estava adiante de seu tempo ao refletir sobre a anti-arte e o anti-objeto de arte. Inventou as instalações denominadas de "penetráveis" (que propunham novas experiências táctil-sensoriais aos participantes) e, ao subir ao Morro da Mangueira, teve um vislumbre,  concebendo o "parangolé", um tipo de capa que se ajustava ao corpo-suporte, o que denotava uma completa dissolução entre Arte e Homem. Tive o privilégio de poder visitar uma grande retrospectiva dos 30 anos de morte de Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro. Lá estavam os "penetráveis", filmes, documentos e objetos. Um ano antes, em 2009, uma parte de suas obras consumiu-se em um incêndio, uma perda irreparável em seu espólio. Na década de 90, eu e minha filha entramos descalças em um "penetrável", ela ainda pré-adolescente, no qual havia pedregulhos, areia e água. Inesquecível experiência em parceria com ela!
Em 1965, ao apresentar passistas da Mangueira vestindo "parangolés, dentro do Museu de Arte Moderna do RJ, Hélio foi expulso.
É aqui que passarei a comentar o segundo documentário a que assisti no Porto, nesta produtiva semana, em função dos pontos de contato entre os dois filmes. Refiro-me ao documentário sobre a obra do artista conceitual e performer Joseph Beuys, o alemão mais polêmico de seu tempo, falecido em 1986. Beuys também fora expulso da Escola de Arte de Düsseldorf, na qual lecionava, o que provocou uma grande confusão entre as centenas de alunos que queriam a sua permanência.

Segue, abaixo, a foto do cartaz do documentário de 2017 (1h e 47 minutos):


A direção é assinada por Andres Veiel e fez parte da competição oficial do 67. Berlinale, em 2017.

Joseph Beuys nasceu em 1921. Eu já possuía interesse por sua obra lá nos anos 90. Visitei uma mostra no Edel Trade Center de Porto Alegre, em 1993, intitulada "Uma ante-sala para Joseph Beuys". Fiquei impressionada com o que vi.  Eu já era professora de Filosofia na universidade, mas não tive uma compreensão profunda de sua proposta. Precisei ver outras obras e ler sobre suas ideias. Depois, vi obras dele em NY e na Europa. Estive em Buenos Aires e conferi uma mostra sobre o grupo Fluxus, no MALBA, do qual Beuys fez parte também. A tudo isso o documentário faz referência superficialmente, porque é a persona Beuys quem interessa ao diretor. Nunca soube que o artista alemão havia participado do Partido Verde na Alemanha e que teria sido candidato a deputado. Sua vida em família foi levemente descortinada neste documentário, sempre tendo como base imagens de arquivos - e algumas constam como inéditas. A depressão que avassalou sua juventude também foi referida. Beuys alistou-se na Luftwaffle e lutou na Guerra da Crimeia. Ele foi acometido de ferimentos na face e na cabeça. Por isso também não se separava de seu chapéu. Pouco vi sobre os processos de criação neste documentário, mas fiquei muito feliz por ter descoberto a faceta humana do polêmico Beuys. Recomendo muito! Está em cartaz!


UM DOS MELHORES CAFÉS DO PORTO

Estive no Café Moustache, no Porto, bem próximo à Praça Carlos Alberto e à Igreja do Carmo. Degustei um capuccino delicioso acompanhado de uma fatia de torta de maçã e canela. O ambiente é agradável e os "habitués" são jovens, em sua maioria.
O atendimento é simpático e ágil. Gastei 4,70 euros. Recomendo!



terça-feira, 16 de janeiro de 2018

PIANI DI BOBBIO: uma estação de esportes de inverno para se divertir!

Estive no sábado pela manhã, dia 13 de janeiro, visitando a estação de esqui Piani di Bobbio, no Norte da Itália, pertinho de onde eu vivo, a mais de 10 km de Lecco e a uns 70km de Milão. Este complexo de esportes de inverno fica no comune de Barzio. Há uma enorme infraestrutura na estação, começando por um ônibus (Bus Navetta), que busca e larga as pessoas em Barzio,  em alguns pontos definidos.
 Um estacionamento amplo também faz parte do complexo, além de uma funivia (funicular), que leva e traz os praticantes de esqui e de snowboard, e visitantes em geral, por 14 euros, ida e volta.




Piani di Bobbio fica a 2 mil metros de altitude. Tem um comércio intenso de roupas térmicas, equipamentos, set para crianças, bar, restaurante, um refúgio e uma igreja. Notei que vários adolescentes e adultos estavam fazendo aulas de esqui com professores credenciados. O complexo abre diariamente a partir das 8h30. No sábado e domingo, às 8h. Para checar detalhes sobre aulas, valores e equipamentos, o site da estação de esqui é: www.pianidibobbio.com