Estive na quinta à noite no Auditório Tasso Corrêa, do Instituto de Artes da UFRGS, com minha amiga Loy Demari. Ela havia recebido dois convites para a ópera ("L'Orfeu", de Claudio Monteverdi) e convidou-me a ir em sua companhia. Confirmei presença na página do Facebook e li a ficha técnica do espetáculo. O projeto 'Ópera na UFRGS' já rendeu um Prêmio Açorianos de melhor espetáculo do ano à instituição e seu mentor, Alfredo Nicolaievsky, em 2012, com a ópera "Dido e Eneias", de Purcell. Não pude ir a esse espetáculo no ano passado, mas estive em junho na ópera "A Volta do Parafuso", de Benjamin Britten, em SP, e irei à ópera "Tristão e Isolda", de R. Wagner, no Theatro Municipal do RJ, em 24 de agosto, e também ao espetáculo de balé "Carmina Burana", de Carl Off, no domingo, dia 25 de agosto, no mesmo local. Este será o ano das óperas para mim. Fiquei seis anos sem assistir a espetáculo algum desse segmento, mas compensarei a falta. A ópera "L'Orfeu", de Claudio Monteverdi, estreiou em Mântua, na Itália, em 1607. A O espetáculo tem um prólogo e cinco atos. Baseado no mito de Orfeu, o personagem vai ao Hades e resgata sua amada Eurídice do Tártaro. A direção cênica é de Camila Bauer. A regência e o cravo estão a cargo de Diego Biasibetti. A cenografia (Marco Fronckowiak) tem um ponto alto quando estiliza o barco de Caronte; os cabelos dos atores e atrizes são espetaculares, criação de César Mirage. Aprecio óperas, mas nessa os cantores líricos pecaram em alguns momentos da encenação. Em contrapartida, o alaúde foi dedilhado com maestria, sem falar na beleza sonora das três teorbas, um outro tipo de instrumento medieval trastejado. Quem puder, que confira e prestigie o projeto 'Ópera na UFRGS', um empreendimento interdisciplinar do Instituto de Artes e do DAD.
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sábado, 27 de julho de 2013
segunda-feira, 24 de junho de 2013
SOBRE A ÓPERA DE BENJAMIN BRITTEN, 'A VOLTA DO PARAFUSO", DE 1954
Benjamin Britten, considerado o maior compositor britânico no gênero ópera, desde Purcell (1658-1695), recebeu uma encomenda de transformar o livro de Henry James (americano naturalizado inglês, nascido em 1843; falecido em 1916), "A volta do Parafuso" (The Turn of the Screw) em uma ópera. Britten a conhecia desde a década de 30 e foi um empreendimento arriscado a transposição de uma narrativa desse tipo para o tal gênero. O compositor britânico recebeu o libreto (assinado por Myfanwy Piper, esposa de John Piper, amigo de Britten) e, em poucos meses, a composição da ópera estava pronta! Fez o maior sucesso de público e crítica! Eu li o livro de James quando menina. Ele é cheio de suspense e se passa no meio rural inglês. Até o reli novamente para assistir à ópera de Britten no Theatro São Pedro, de SP, na noite de sábado, dia 22 de junho. O espetáculo teve como regente Steven Mercúrio, Livia Sabag como diretora cênica, Nicolás Boni na cenografia, Luísa Kurtz, como soprano, Céline Imbert, como soprano também, Luciano Bueno, mezzo-soprano, Juremir Vieira, tenor, e as crianças Valentina Safatle, Gabriel Lima, Ivan Marinho e Mariana Silveira. No Estadão de sábado, dia 22, no 'Caderno 2", saiu um comentário crítico sobre a montagem, em sua terceira noite de récita no TSP, assinado por João Luís Sampaio, que a avaliava como ótima! A sinopse da ópera é a seguinte: o prólogo nos conta a história de uma jovem que aceitou ser governanta de um casal de crianças órfãs, contratada por seu único parente e preceptor. Como elas moravam no campo e o preceptor vivia em Londres, ele não tinha tempo para cuidar delas, nem tampouco interesse. Após, há dois atos na ópera, de duas horas ao todo, separados por um intervalo de 15 minutos. No primeiro ato, as crianças são pequenas ainda. No segundo, elas são adolescentes. Há fantasmas que se expressam e cenários múltiplos se justapondo no palco, sempre veiculando uma atmosfera fantasmagórica, difusa e escura, além do recurso do gelo seco, entremeando as cenas. Eu apreciei muito! Amo óperas e faz pouco que venho prestigiando algumas montagens. A próxima será em agosto, no Teatro Municipal do RJ, "Tristão e Isolda", de R. Wagner, por ocasião de seus 200 anos de nascimento. Abaixo, uma foto do saguão principal do Theatro São Pedro, na Barra Funda, em SP (Rua Albuquerque Lins, 207). Valeu! (abaixo há outros posts sobre bares, cafés e um concerto em SP).
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