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segunda-feira, 22 de outubro de 2012
sábado, 7 de julho de 2012
SOBRE O AMOR, A AMIZADE E OUTRAS FILIGRANAS
(Alcançando hoje 9 mil acessos aos meus textos do blog!)
"De todos os defeitos de caráter, a meu ver, o pior deles é a avareza ou usura. É o único que, verdadeiramente, me dá nojo!" (Alma Welt)
Lísias, no diálogo homônimo de Platão, comenta, em determinado momento da discussão sobre o amor, que "não se deve prestar favores a quem se ama". Eu já havia lido algo semelhante em outro diálogo platônico, mas, devo admitir, que não conhecia o texto "Lísias", que procurei e encontrei para o Fabiano Felten, que está com sua dissertação de mestrado em andamento e necessitado dessa obra para suas reflexões. Sou uma pessoa de bom coração e generosa, embora cética e agnóstica, mas não aprendi com meus relacionamentos anteriores e não aprendo, não consigo aprender mesmo. Continuo me doando, colaborando, amparando, correndo atrás e não meço esforços para ajudar meus amigos e a quem amo. O problema são as decepções subsequentes de parte dos que não nos valorizam, dos que usurpam o nosso nome, dos que não têm moral conosco, que se lixam para a vida alheia. Fiz 51 anos nesta semana e tive muitas alegrias com os meus verdadeiros amigos, os que estão próximos e os distantes. Laços de amizade e laços de Amor, em meu entendimento, construídos reciprocamente, têm uma representação semelhante a uma casa de joão-de-barro, cuja construção testemunho há três meses no alpendre de minha janela do quarto: o macho e a fêmea, juntos, sempre juntos, trabalham sem cessar, mas é preciso que haja chuva e condições metereológicas favoráveis para que eles possam deslocar terra molhada para o projeto de lar. Um relacionamento desafortunado é aquele de uma só via, unilateral, em que apenas um se doa, um só cultiva, um só cuida e apenas um antevê o futuro. Isso pode ocorrer em relações amorosas e de amizade, porque o Amor é um só e ele encarna entre amigos e entre amantes. A forma de modulá-lo e a produção de linguagem que cada caso exige fica por conta dos agentes envolvidos. Sou uma Amiga, com maiúscula, que fala em Amor e que age com Amor. Nesta semana, ouvi de vários de meus amigos mais antigos que eles me amam. Do mesmo modo, respondi-lhes com a mesma matéria-prima e, mais uma vez, confirmei que também lhes dedico Amor: validação de afetos! Pode parecer piegas este meu texto de hoje; todavia, é preciso que se produza linguagem sobre isso e que ela mesma exorcize as mágoas e decepções que trazemos dentro de nós, para que novas pessoas sejam abençoadas pela nossa existência - única e insubstituível! Nada externo a nós pode nos ajudar, nada externo pode amenizar a violência de nossa tristeza e desesperança, senão o fizermos por nós mesmos, com uma força interna sublime e ancestral. Homo homini lupus, aquele que é o meu Lobo, que é o teu também, quem sabe, que aprenda a ser melhor pessoa, a cultivar amigos verdadeiros e a doar-se também!
"De todos os defeitos de caráter, a meu ver, o pior deles é a avareza ou usura. É o único que, verdadeiramente, me dá nojo!" (Alma Welt)
Lísias, no diálogo homônimo de Platão, comenta, em determinado momento da discussão sobre o amor, que "não se deve prestar favores a quem se ama". Eu já havia lido algo semelhante em outro diálogo platônico, mas, devo admitir, que não conhecia o texto "Lísias", que procurei e encontrei para o Fabiano Felten, que está com sua dissertação de mestrado em andamento e necessitado dessa obra para suas reflexões. Sou uma pessoa de bom coração e generosa, embora cética e agnóstica, mas não aprendi com meus relacionamentos anteriores e não aprendo, não consigo aprender mesmo. Continuo me doando, colaborando, amparando, correndo atrás e não meço esforços para ajudar meus amigos e a quem amo. O problema são as decepções subsequentes de parte dos que não nos valorizam, dos que usurpam o nosso nome, dos que não têm moral conosco, que se lixam para a vida alheia. Fiz 51 anos nesta semana e tive muitas alegrias com os meus verdadeiros amigos, os que estão próximos e os distantes. Laços de amizade e laços de Amor, em meu entendimento, construídos reciprocamente, têm uma representação semelhante a uma casa de joão-de-barro, cuja construção testemunho há três meses no alpendre de minha janela do quarto: o macho e a fêmea, juntos, sempre juntos, trabalham sem cessar, mas é preciso que haja chuva e condições metereológicas favoráveis para que eles possam deslocar terra molhada para o projeto de lar. Um relacionamento desafortunado é aquele de uma só via, unilateral, em que apenas um se doa, um só cultiva, um só cuida e apenas um antevê o futuro. Isso pode ocorrer em relações amorosas e de amizade, porque o Amor é um só e ele encarna entre amigos e entre amantes. A forma de modulá-lo e a produção de linguagem que cada caso exige fica por conta dos agentes envolvidos. Sou uma Amiga, com maiúscula, que fala em Amor e que age com Amor. Nesta semana, ouvi de vários de meus amigos mais antigos que eles me amam. Do mesmo modo, respondi-lhes com a mesma matéria-prima e, mais uma vez, confirmei que também lhes dedico Amor: validação de afetos! Pode parecer piegas este meu texto de hoje; todavia, é preciso que se produza linguagem sobre isso e que ela mesma exorcize as mágoas e decepções que trazemos dentro de nós, para que novas pessoas sejam abençoadas pela nossa existência - única e insubstituível! Nada externo a nós pode nos ajudar, nada externo pode amenizar a violência de nossa tristeza e desesperança, senão o fizermos por nós mesmos, com uma força interna sublime e ancestral. Homo homini lupus, aquele que é o meu Lobo, que é o teu também, quem sabe, que aprenda a ser melhor pessoa, a cultivar amigos verdadeiros e a doar-se também!
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Remanso...
Praia no outono é algo maravilhoso: sem barulho, sem jetsky, sem gritaria de criança, sem farofada na areia, atrolho... Vimos vários pássaros caminhando pela beirinha do mar, até os migratórios, procurando alimento. De repente, uma revoada passou por nós, posou e alojou-se na areia mais fininha. Eram pássaros bem pequenos, de um tipo que desconheço, que estavam caçando tatuiras. As ondas vinham, eles se viravam de costas para o oceano. A onda passava, voltavam a bicar a areia fina. Davam uns passinhos para a direita, outros para a esquerda, moldados pela força da água. Parecia uma coreografia, uns 15 ou 20, talvez, em um balé cronometrado. Pensei em um curta, de 3 minutos, com um plano inicial da praia deserta, em 180 graus. Depois, um 'zoom' na placa "Área de Surf" e, finalmente, a coreografia dos passarinhos migratórios, entrando e saindo das ondas...
Remanso, pertinho de Atlântida! Neste finde, para mim, parecia uma praia de Santa Catarina: mar verde, céu resplandecente e azul! Valeu Loy e Lucy! Comemoramos nossos 30 anos de amizade em grande estilo: junto à Natureza!
Remanso, pertinho de Atlântida! Neste finde, para mim, parecia uma praia de Santa Catarina: mar verde, céu resplandecente e azul! Valeu Loy e Lucy! Comemoramos nossos 30 anos de amizade em grande estilo: junto à Natureza!
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