sábado, 27 de abril de 2013

'UMA GARRAFA NO MAR DE GAZA", DE THIERRY BINISTI

(comentário revisado e ampliado. Meu blog atingiu neste final de semana 19.500 acessos aos meus posts! Obrigada amigos, filha, alunos, ex-alunos e interessados!)

Assisti ao longa "Uma garrafa no Mar de Gaza", de Thierry Binisti, no Rio de Janeiro, no início de abril, sem ter lido nada sobre o filme. O mesmo já está em cartaz em Porto Alegre e no elenco conta com os jovens atores Agathe Bonitzer e Mahmud Shalaby, ela no papel de uma francesa de origem judaica e ele de um palestino, vivendo com a mãe nos acampamentos de Gaza (a, aproximadamente, 70km de Tel-Aviv), sob o domínio do Exército Israelense. A população ali é predominantemete muçulmana sunita, o que se percebe pelos pequenos ritos das famílias dos personagens palestinos. A área, que congrega quase dois milhões de habitantes, é controlada pelo Hamas desde 2007, período em que se passa a narrativa desse filme. Considero muito interessante o que se produz cinematograficamente em países como o Líbano, Irã e Israel. O último libanês a que assisti no Cine Guion em Porto Alegre foi o "E agora aonde vamos", (2012) de Nadine Labaki (o comentei em meu blog), a mesma diretora de "Caramelo". O último iraniano foi o "A separação" (2011), de Asgahar Farhadi,  que eu apreciei muito e também o comentei neste blog. Há um filme israelense em cartaz, em Porto Alegre, que meus amigos de origem judaica já foram conferir, o "Nota de rodapé" (2011), de Joseph Cedar, de Israel. Pois bem, retomando o "Uma garrafa no Mar de Gaza", a tal garrafa do título atraca em uma barranca de areia do Mar de Gaza e um garoto palestino a pega, lê o bilhete enrolado dentro da mesma, assinado por  uma menina israelense, indignada com a guerra e com o destino incerto de sua vida. Ao final, ela divulga seu email para contato e o palestino passa a se comunicar com ela, tornam-se amigos virtuais, ele começa a estudar francês para se comunicar melhor com a francesa de família judaica e, mais adiante, levando a sério o estudo dessa língua, candidata-se a uma bolsa para fazer um curso de qualificação na língua francesa em Paris, sonhando em sair daquela vida opressora e sem futuro. Passado um ano, os dois conseguem se ver, pessoalmente, na fronteira, quando o jovem palestino viaja em direção ao aeroporto internacional de Tel-Aviv, tutelado por seu professor de Francês, para embarcar. Muito interessante a construção da relação dos dois, por email, a reflexão que cada um faz de suas contingências e de seus limites e, sobretudo, das diferenças religiosas e políticas de suas culturas, que impede sua convivência.

4 comentários:

  1. Adorei a resenha! Fiquei bem curiosa para ver o filme. Adoro esse tipo de história em que a vida de dois personagens se cruza aleatoriamente e acaba se transformando em razão desse contato.
    Beijos, Mi

    www.recantodami.com

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  2. O dia que eu entender 1/3, e tiver 1/10 do conhecimento que tens... eu vou estar muuuuito feliz! Tu é um show Rô... eu e o Thiago falavamos de ti hoje na aula. Estamos com saudades... Beijo!

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  3. Oi, Lu! Que legal! Também tenho saudades de ti e daquela turma, que nunca mais terei uma igual! Beijos, querida!

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