segunda-feira, 7 de outubro de 2013

SOBRE A PRISÃO DE 30 TRIPULANTES DO RAINBOW WARRIOR, DO GREENPEACE (#Free The Artic 30)

Após muitas expedições pelo Ártico, os ativistas do Greenpeace (entre eles, há uma gaúcha de Porto Alegre, Ana Paula Maciel, de 31 anos, bióloga formada pela Ulbra e que se juntou ao grupo por força de um acaso, em 2006. Ela havia se inscrito para integrar o grupo em uma viagem à Amazônia. Quando uma das pessoas não compareceu, ela foi chamada e, desde então, já se passaram sete anos. Também visitei o barco do Greenpeace, quando o mesmo esteve atracado no porto da capital gaúcha. Eu já colaborava mensalmente com essa ONG à qual estive filiada por nove meses) desta vez foram presos pela marinha costeira russa. Retomando o episódio, todos os 28 ativistas estão presos, além de um jornalista e um fotógrafo russo. Há vários diplomatas, de vários países distintos, tentando reverter a sentença: 15 anos de pena por 'pirataria'. Os ativistas que escalaram a petroleira Gazpron foram debelados com jato de água e, no dia subsequente, todos foram presos a bordo do Rainbow Warrior. Algo mais violento até poderia ter ocorrido, mas não rolou. Na década de 80, não me recordo em que ano, o barco do Greenpeace foi incendiado e uma pessoa morreu na ação. O problema é que os russos querem petróleo da região do Ártico. Para perfurarem offshore é preciso remover os icebergs e derreter placas de gelo. Uma operação dessas pode desencadear um vazamento e desequilibrar o ecossistema do Ártico, o que resultaria em uma catástrofe ambiental. Fico chocada com esse tipo de resolução, de parte da Rússia. A Anistia Internacional e a WWF já interviram junto às autoridades. Efetivamente, os ativistas do Greenpeace ignoraram códigos internacionais, mas não são praticantes de 'pirataria'. Tendo em vista que o Putin já fez coisas meio doidas, além de mandar prender as meninas do grupo Pussy Riot, retiradas à força do altar da maior catedral cristã ortodoxa de Moscou, o que será que vem pela frente, uma vez que segue o seu mandato? Como resolver esse caso de natureza diplomática?

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