Sou associada, a partir da semana que passou, de uma empresa de Santa Cruz do Sul, que está abrindo uma filial em Porto Alegre. Entrarei com a minha rede de contatos na parada. Assinei contrato com a Editora da UNISC, também na semana passada, e mais um capítulo de livro estará saindo na metade do ano. Além disso, fui convidada por um cara legal de São Paulo, que domina jazz, para ser uma das cinco administradoras da página semanal de jazz "Jazz às quintas", no Facebook. Obrigada, Juliano Ajamil.
sábado, 25 de maio de 2013
quarta-feira, 22 de maio de 2013
22 DE MAIO: OS 200 ANOS DE RICHARD WAGNER
Resolvi escrever hoje sobre um compositor de uma música espiritualmente forte, em seus 200 anos de nascimento: Richard Wagner. Não vou aqui reproduzir dados biográficos, nem tampouco traçar a cronologia de suas composições. Reportar-me-ei à ligação que Nietzsche teve com ele. Aos quase 27 anos, Nietzsche conheceu a música de Wagner (a ópera "Tristão e Isolda" foi encenada em 1865, em Munique), que destacou como uma grande contribuição à renovação da cultura germânica e à introdução do 'drama musical' no cenário de uma música erudita que era tão somente instrumental. O filósofo alemão estudara piano desde tenra idade e a música sempre foi-lhe uma fonte de inspiração permanente para o seu pensamento estético, culminando na escritura de "A Origem da Tragédia". Wagner estudava a obra de Schopenhauer, estava envolvido com a área de Estudos Clássicos e também era versado em Filologia. Ele representava todos os interesses intelectuais que poderiam atrair um jovem filósofo, aspirante a uma cátedra. Há muitos textos, desde artigos a teses de doutoramento, que perscrutam os motivos da amizade fulminante entre ambos e também da violenta ruptura que marcou a fase final da vida perturbada de Nietzsche. Sou suspeita para fazer aqui uma abordagem sobre a relevância de suas ideias para a modernidade, uma vez que me identifico com as críticas que o mesmo destinou aos princípios socráticos e à sinalização de tudo o que o pensamento ocidental perdeu com a cisão entre racionalidade e irracionalidade. No dia 24 de agosto, eu e uma grande amiga, a Lucy Demari, iremos ao Theatro Municipal do RJ assistir à ópera "Tristão e Isolda", com a Orquestra Sinfônica da Petrobras, sob a direção musical e regência de Isaac Karabtchevsky. Mais adiante comentarei as minhas impressões.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
25 ANOS DE MORTE DE CHET BAKER
Eu não poderia deixar passar em branco esta efeméride, o aniversário de 25 anos de morte de Chet Baker, um dos grandes nomes do jazz internacional, que, além de trompetista, foi também cantor. Estou ouvindo agora o tema "Round Midnight", do álbum "In a soulful mood", em que se ouve um trompete choroso e melancólico. Lindo demais! Dei uma rastreada na imprensa pela WEB e não encontrei nada de significativo sobre a data de hoje. Ele não teve uma vida boa, segura e tranquila, economicamente. Muito pelo contrário, porque seu envolvimento com heroína lhe rendeu muitas prisões e um espancamento sem igual (por não ter pago dívidas contraídas com um cartel de drogas), quando teve de reaprender a usar seu instrumento, já sem uma boa parte dos dentes. Chet Baker tocou no Free Jazz Festival de 1985 - mesmo ano do 1º Rock'n Rio no Brasil, no qual não estive também. Tocou com grandes nomes da música instrumental brasileira no Free Jazz e chegou a gravar depois com Rique Pantoja. Não me esqueço do dia em que ele morreu, justamente em um 13 de maio de 1988, em Amsterdan. He was a icon of his generation!
NOTA DE RODAPÉ E A VISITANTE FRANCESA
Amanhã, escreverei sobre o último longa do coreano Sang-Soo, com a magnífica Isabelle Huppert, que já está em pré-estreia em Porto Alegre. Eu o assisti no Rio de Janeiro há um mês. Após, comentarei o filme israelense "Nota de Rodapé", que conferi hoje no Guion, em Porto Alegre. Até mais!
FESTIPOA E MAIS CINEMA EM PORTO ALEGRE
Estive no FestiPOA no sábado à tarde, para ouvir um debate sobre poesia e uma récita de poemas de Antônio Cícero (RJ), filósofo e poeta, Eucanaã Ferraz (RJ), poeta e autor de literatura infanto-juvenil, e Ricardo Silvestrin, um dos expoentes da poética de Porto Alegre, integrante, com Alexandre Brito, do grupo performático 'Os Três Poetas'. Estava muito interessante o debate, mediado pelo poeta Guto Leite! A vibe da plateia, a maioria formada por alunos do ensino médio, era pulsante! Depois disso, claro, fui ao cinema. Assisti com minha filha ao "Amor Profundo" (The Deep Blue Sea, 2011), de Terence Davies. Rachel Weisz está esplêndida de protagonista desse longa, que se passa na década de 50 em Dublin. Minha filha não o apreciou : achou-o lento e morno. Eu fiquei encantada com sua estética: os primeiros planos eram granulados, fundos embaçados, luz difusa sobre as personagens, poucos diálogos, cenário de estúdio e uma música erudita estridente, dando o fio da meada da dramaturgia para o elenco.
sábado, 27 de abril de 2013
'UMA GARRAFA NO MAR DE GAZA", DE THIERRY BINISTI
(comentário revisado e ampliado. Meu blog atingiu neste final de semana 19.500 acessos aos meus posts! Obrigada amigos, filha, alunos, ex-alunos e interessados!)
Assisti ao longa "Uma garrafa no Mar de Gaza", de Thierry Binisti, no Rio de Janeiro, no início de abril, sem ter lido nada sobre o filme. O mesmo já está em cartaz em Porto Alegre e no elenco conta com os jovens atores Agathe Bonitzer e Mahmud Shalaby, ela no papel de uma francesa de origem judaica e ele de um palestino, vivendo com a mãe nos acampamentos de Gaza (a, aproximadamente, 70km de Tel-Aviv), sob o domínio do Exército Israelense. A população ali é predominantemete muçulmana sunita, o que se percebe pelos pequenos ritos das famílias dos personagens palestinos. A área, que congrega quase dois milhões de habitantes, é controlada pelo Hamas desde 2007, período em que se passa a narrativa desse filme. Considero muito interessante o que se produz cinematograficamente em países como o Líbano, Irã e Israel. O último libanês a que assisti no Cine Guion em Porto Alegre foi o "E agora aonde vamos", (2012) de Nadine Labaki (o comentei em meu blog), a mesma diretora de "Caramelo". O último iraniano foi o "A separação" (2011), de Asgahar Farhadi, que eu apreciei muito e também o comentei neste blog. Há um filme israelense em cartaz, em Porto Alegre, que meus amigos de origem judaica já foram conferir, o "Nota de rodapé" (2011), de Joseph Cedar, de Israel. Pois bem, retomando o "Uma garrafa no Mar de Gaza", a tal garrafa do título atraca em uma barranca de areia do Mar de Gaza e um garoto palestino a pega, lê o bilhete enrolado dentro da mesma, assinado por uma menina israelense, indignada com a guerra e com o destino incerto de sua vida. Ao final, ela divulga seu email para contato e o palestino passa a se comunicar com ela, tornam-se amigos virtuais, ele começa a estudar francês para se comunicar melhor com a francesa de família judaica e, mais adiante, levando a sério o estudo dessa língua, candidata-se a uma bolsa para fazer um curso de qualificação na língua francesa em Paris, sonhando em sair daquela vida opressora e sem futuro. Passado um ano, os dois conseguem se ver, pessoalmente, na fronteira, quando o jovem palestino viaja em direção ao aeroporto internacional de Tel-Aviv, tutelado por seu professor de Francês, para embarcar. Muito interessante a construção da relação dos dois, por email, a reflexão que cada um faz de suas contingências e de seus limites e, sobretudo, das diferenças religiosas e políticas de suas culturas, que impede sua convivência.
Assisti ao longa "Uma garrafa no Mar de Gaza", de Thierry Binisti, no Rio de Janeiro, no início de abril, sem ter lido nada sobre o filme. O mesmo já está em cartaz em Porto Alegre e no elenco conta com os jovens atores Agathe Bonitzer e Mahmud Shalaby, ela no papel de uma francesa de origem judaica e ele de um palestino, vivendo com a mãe nos acampamentos de Gaza (a, aproximadamente, 70km de Tel-Aviv), sob o domínio do Exército Israelense. A população ali é predominantemete muçulmana sunita, o que se percebe pelos pequenos ritos das famílias dos personagens palestinos. A área, que congrega quase dois milhões de habitantes, é controlada pelo Hamas desde 2007, período em que se passa a narrativa desse filme. Considero muito interessante o que se produz cinematograficamente em países como o Líbano, Irã e Israel. O último libanês a que assisti no Cine Guion em Porto Alegre foi o "E agora aonde vamos", (2012) de Nadine Labaki (o comentei em meu blog), a mesma diretora de "Caramelo". O último iraniano foi o "A separação" (2011), de Asgahar Farhadi, que eu apreciei muito e também o comentei neste blog. Há um filme israelense em cartaz, em Porto Alegre, que meus amigos de origem judaica já foram conferir, o "Nota de rodapé" (2011), de Joseph Cedar, de Israel. Pois bem, retomando o "Uma garrafa no Mar de Gaza", a tal garrafa do título atraca em uma barranca de areia do Mar de Gaza e um garoto palestino a pega, lê o bilhete enrolado dentro da mesma, assinado por uma menina israelense, indignada com a guerra e com o destino incerto de sua vida. Ao final, ela divulga seu email para contato e o palestino passa a se comunicar com ela, tornam-se amigos virtuais, ele começa a estudar francês para se comunicar melhor com a francesa de família judaica e, mais adiante, levando a sério o estudo dessa língua, candidata-se a uma bolsa para fazer um curso de qualificação na língua francesa em Paris, sonhando em sair daquela vida opressora e sem futuro. Passado um ano, os dois conseguem se ver, pessoalmente, na fronteira, quando o jovem palestino viaja em direção ao aeroporto internacional de Tel-Aviv, tutelado por seu professor de Francês, para embarcar. Muito interessante a construção da relação dos dois, por email, a reflexão que cada um faz de suas contingências e de seus limites e, sobretudo, das diferenças religiosas e políticas de suas culturas, que impede sua convivência.
sábado, 20 de abril de 2013
'THÉRÈSE D.", O ÚLTIMO LONGA DE CLAUDE MILLER
Claude Miller faleceu no dia 4 de abril de 2012. Li vários posts e comentários na imprensa internacional sobre sua morte, à época. Cheguei ao RJ e fui assistir, em primeiro lugar, dos cinco filmes a que assisti, seu último longa, o "Thérèse D." (2012). O roteiro é assinado por Claude Miller, François Mauriac e Natalie Carter. Minha filha chama-se Mirelle, não por acaso... Claude Miller também foi ator, além de diretor. Assisti apenas ao "O garoto selvagem", de François Truffaut, no qual Miller atuou, em uma mostra de cinema. Já a atriz Audrey Tatou, protagonista do filme, está no auge de sua carreira e maturidade dramática. Esse longa, o "Thérèse D.", em cartaz em Porto Alegre, levou-a ao patamar de uma trajetória de 16 filmes, dos quais, lamentavelmente, só pude assistir àqueles aos quais tive acesso: "O fabuloso destino de Amélie Poulain", de 2001, de Jean-Pierre Jennet; "Coisas belas e sujas",de 2002, de Stephen Frears; "O código da Vinci", de 2006, de Ron Howard"; e Coco antes de Chanel", de 2009, de Anne Fontaine. Audrey Tatou, encarnando a senhora Thérèse Desqueyroux, parece uma filha obediente de um pai viúvo que possui um enorme patrimônio, no interior rural da França do início do século XX. Nesse período, as mulheres não tinham acesso ao voto na França. O movimento feminino pelo sufrágio universal iniciou-se na Nova Zelândia no final do século XIX. Na Grã-Bretanha, em 1918, as mulheres já podiam garantir seu voto. Na França, curiosamente, somente em 1944, a partir de uma sanção tardia, mulheres passam a votar. Há quase cem anos de diferença entre o início do sufrágio masculino e o feminino, instituído em território francês no final da Segunda Guerra. Thérèse D. vive essa atmosfera e essa circunstância, de mulher casada, com a obrigação de somar seus bens ao do marido e de perpetuar a linhagem masculina. Ela não conhece ainda o amor verdadeiro; portanto, é subserviente a seu marido na primeira parte do filme. Após um episódio em que conhece um jovem português intelectualizado como ela, que está prestes a abandonar o povoado para estudar em Paris, seus ímpetos de mulher determinada passam a valer-se de sua vontade própria e de seu livre arbítrio. Ela chega a atentar contra a vida de seu marido e, descoberta a tentativa, enfrenta a animosidade da família dele, de seu pai e dos habitantes do vilarejo. Mantida na propriedade do marido como refém, é proibida de ver até a filha, que cresce à sua revelia, cuidada pela cunhada. Ela aguarda impassível, magra e melancólica, o momento de libertar-se dessa condição implacável. Ao final, a personagem metamorfoseia-se quando recebe o tão almejado divórcio e a autorização para ir embora, rumo a Paris.
SOBRE O LONGA 'THERESE D', DE CLAUDE MILLER
Olá, amigos e leitores deste blog! A partir de hoje à noite, postarei, um a um, os comentários aos cinco longas que conferi no Rio de Janeiro, há dez dias atrás. Como apenas um deles já está no circuito comercial de Porto Alegre, iniciarei, então, pelo último filme de Claude Miller, o "Thérèse D" (2012), com Audrey Tatou. Aguardem!
segunda-feira, 8 de abril de 2013
LIVRARIAS CARIOCAS E MAIS CINEMA!
Depois de me encontrar com a minha mãe, que completa hoje seus 80 anos, de lucidez e alegria, fiz um tour pelas melhores livrarias do RJ. Eu já havia ido às livrarias Folhas Secas e Prefácio, que ficam no Centro e no Botafogo, respectivamente. Depois, iniciando pela 1º de Março, fui à Leonardo Da Vinci, na Av. Rio Branco, 185, subsolo. Não há nada igual em termos de livraria de arte e humanidades no Brasil. O Mário, um funcionário muito gente fina, procurou tudo o que eu precisava no sistema, deu-me valores, taxas de importação e, ainda por cima, entrou na Estante Virtual para checar o que eu encontraria na cena dos sebos cariocas. Além disso, deu-me os mapas atualizados dos sebos e livrarias do Centro do RJ e da Zona Sul. Depois, fui ao sebo Berinjela, também no mesmo subsolo da galeria Marquês do Herval, no mesmo endereço. Encontrei lá duas preciosidades em DVD: "Para sempre Mozart", de J.-L. Godard, e "Os donos da noite", de James Gray. Esse último é presente para o meu querido amigo e interlocutor, o Fabiano Felten, uma das pessoas mais brilhantes que conheci em minha vida, com rasgos de erudição mesmo! Eu não tinha muita grana para gastar desta vez, mas consegui comprar um mimo para cada amigo íntimo e para minha filha - como sempre. Meu lema é 'comer pouco para ir ao cinema e comprar mimos aos amigos'! Hahaha Que dia magnífico! De quebra, fui à Arlequin, mas não encontrei os dois CDs de jazz que eu tanto queria. Terminei na Livraria Travessa para um café. Eram 16h35, o tempo estava fechado e ventava bastante. Eu estava na Cinelândia, dirigindo-me à estação de metrô, mas fui barrada. Um homem havia, uns 15 minutos antes, se jogado no trilho do metrô. Isso causou a maior confusão na Av. Rio Branco. Sentei-me e refleti. Fui a uma parada de ônibus e aguardei qualquer um que fosse para a Zona Sul. A meta era sair daquela balbúrdia. Que coisa! Isso daria um roteiro de um longa! Por fim, assisti ao quinto longa, o último dos irmãos Tavianni, "César deve morrer", inspirado no texto "Júlio César", de Shakeapeare! Mais uma obra de arte! Um abraço a todos os meus leitores! Obrigada por acompanharem meus passos pela Cidade Maravilhosa! Abaixo, fachada da vitrina do sebo Berinjela e da fachada da Leonardo Da Vinci.
domingo, 7 de abril de 2013
TEATRO NO RJ E ACESSIBILIDADE
Fui-me encontrar com amigos agora à noite, que são naturais de Santa Cruz do Sul, mas vivem no RJ há mais de uma década. A Lara Pozzobon é conhecida no Brasil por ser a produtora do festival de e para os portadores de necessidades especiais, o "Assim Vivemos". Já assisti a algumas produções de três festivais, em SP e em Santa Cruz do Sul. Dati, sua irmã, especializou-se em audiodescrição. Já testemunhei seu trabalho, audiodescrevendo cenas de cinema para cegos. Muito interessante e inclusivo! Hoje, ganhei um convite das meninas para assistir a uma peça, que está em cartaz no Teatro Carlos Gomes, na Praça Tiradentes, centro do RJ. O Fernando, irmão delas e meu amigo há muitos anos, foi quem descreveu as cenas teatrais de um musical intitulado "Revista do Ano: o Olimpo Carioca", um esquete bem-humorado, politizado e cheio de coreografias. Retirei um fone de ouvido para mim, porque seria a única forma de compreender como o trabalho é feito para incluir cegos no teatro. Simultaneamente, eu acompanhava a intérprete de Libras, que estava próxima a mim, dando os indicativos para parte da plateia de surdos. Eu não conhecia nada igual até então, ainda mais no segmento do teatro. O Projeto de Acessibilidade, com recursos da Petrobras, operou durante um ano no Teatro Carlos Gomes, interpretando peças as mais diversas para o público com deficiência visual, duas vezes ao mês.
COISAS MIÚDAS DA VIDA DO CARIOCA E CINEMA
Cheguei ao Rio de Janeiro e fui direto ao cinema, não à praia. Amanhã cedo, irei dar um beijo no mar, no posto 9, em Ipanema, mas fui primeiro aos cinemas do Botafogo. Assisti ao quarto longa, mais um francês, claro, o último do François Ozon, "Dentro da casa". Tive de me sentar em um bar depois e abrir meu diário de viagens para anotar algumas observações. Detesto viver no interior, meus amigos o sabem. Quando venho ao RJ, ou vou a SP, parece que meus sentidos se aguçam! Passo sozinha uma boa parte do dia, mas todas as pessoas falam comigo, é impressionante: é o cara da recepção do hostel, alguém que esbarra em mim no café, o senhor da banca de jornais, o atendente do bar, o garçon do restaurante árabe, uma moça de Manaus, que, na rua, me pediu uma informação e acabei levando-a aonde ela queria. Quanta vida intensa (e monótona) há por aí... O que me compraz é que os cinemas estão tão cheios quanto as praias. Isso me encanta no RJ! Eles estão lá, o carinha de 18 anos, universitário, e a senhora de 75 anos, que chega de táxi e sai com dificuldades para comprar seu ingresso para o tal filme da 'garrafa no mar de Gaza', ou um que tem no título a palavra 'casa', ou um outro sobre uma visitante francesa, ou sobre uma moça de nome "Therèse". O cinema francês é o único que, além de me tocar esteticamente, ensina-me sobre a vida, sinaliza algumas soluções não pensadas ainda e, especialmente, sobre a 'physis' desta existência, que não passa de um véu (ou uma burca completa!). Eu, certamente, espero morrer depois de ir ao cinema - e tem de ser um francês! Comentarei os filmes quando eu voltar para casa. Amanhã, minha mãe fará 80 anos. Vim por causa dela! Considero um grande acontecimento chegar lúcida e cheia de energia aos 80, após tantas perdas e mazelas.
sábado, 6 de abril de 2013
RJ: CINEMA E ARTE!
Cheguei no Rio de Janeiro! Estou hospedada no Vila Carioca Hostel (segunda foto), no bairro que eu mais curto, que é o Botafogo. Só tem estrangeiros aqui e eu já falei em Inglês e em Italiano. Fica a uma quadra do portão da Fundação Casa de Rui Barbosa, instituição que conheci há muito tempo,com minha irmã que vive no RJ há 32 anos. Já assisti a três longas, que irei comentar quando eu estiver em casa na quinta, dia 11, porque preciso da ficha técnica deles. Fui conhecer o MAR (primeira foto, que mostra bem o entorno ainda em obras), o novo museu aberto há 36 dias, Museu de Arte do Rio, mas foi uma bad trip: filas longas e cheio de cariocas sem educação. Terei de voltar em uma terça de manhã, sem visitação de escolas e rede municipal. A vista é magnífica do terraço, mas quero comentar as coleções de arte que lá encontrei, de colecionadores que eu desconhecia, e sobre as curadorias das salas. Passei em outros pontos, mas não havia nada em exposição que eu já não tivesse visitado antes. em SP. Aproveitei e, após comer uma empada de camarão na Colombo e um pastel de Belém na Cavé, fui ao Theatro Municipal. Comprei meu ingresso para a ópera "Tristão e Isolda", de Wagner, em seus 200 anos de nascimento, que acontecerá dia 24 de agosto, um sábado. Aguardem meus próximos post, amigos!
sexta-feira, 5 de abril de 2013
RIO DE JANEIRO: JAZZ E ARTE
De manhã, embarcarei para o RJ. Vou me encontrar com amigos queridos só no sábado à noite e rever minha mãe, na segunda, que completará 80 anos nesse dia. Hoje mesmo, sexta, irei ouvir um jazz na Rua do Ouvidor. O jazz está sendo revitalizado na capital carioca. Vou lá conferir! Depois, à noite, iniciarei a maratona dos filmes nas salas do Botafogo. No sábado de manhã, estou louca para visitar o museu novo: o MAR, Museu de Arte do Rio, que fica no porto, no final da Rio Branco. Aguardem meus posts e fotos, porque tenho uma câmera nova e potente! Abraço amigos e leitores!
domingo, 24 de março de 2013
PRÓXIMOS POSTS
(Meu blog alcançou 18 mil acessos aos meus posts. Obrigada pelo prestígio, amigos e leitores!)
Falta ainda eu escrever meu comentário sobre o filme 'Anna Karenina', de Joe Wright (2012), assistido na semana retrasada em Porto Alegre. Aguardem, amigos e leitores, que irei ao RJ na próxima semana conhecer o novo museu da área portuária, o MAR, o Museu de Arte do Rio de Janeiro; também assistirei ao show de covers do Tim Maia, com o Thiago Abravanel, e a peça "Jacinta", com a Andrea Beltrão, em seu próprio teatro no Botafogo, o Poeira, com a direção de Aderbal Freire Filho. Depois, no outro mês, irei a SP para um show no pub Jazz nos Fundos, em Pinheiros, irei conhecer a Biblioteca de Mindlin, inaugurada nesta semana, dentro das dependências da USP, e ainda assistirei a um concerto na Sala São Paulo e à ópera "A volta do parafuso", de Benjamin Briten, nos seus 100 anos de nascimento, no Theatro São Pedro, de Sampa, na Barra Funda. Para terminar, assistirei a uma peça infanto-juvenil, muito elogiada, de Débora Dubois, "Lampião e Lancelot", que alia o clássico ao cordel!
Falta ainda eu escrever meu comentário sobre o filme 'Anna Karenina', de Joe Wright (2012), assistido na semana retrasada em Porto Alegre. Aguardem, amigos e leitores, que irei ao RJ na próxima semana conhecer o novo museu da área portuária, o MAR, o Museu de Arte do Rio de Janeiro; também assistirei ao show de covers do Tim Maia, com o Thiago Abravanel, e a peça "Jacinta", com a Andrea Beltrão, em seu próprio teatro no Botafogo, o Poeira, com a direção de Aderbal Freire Filho. Depois, no outro mês, irei a SP para um show no pub Jazz nos Fundos, em Pinheiros, irei conhecer a Biblioteca de Mindlin, inaugurada nesta semana, dentro das dependências da USP, e ainda assistirei a um concerto na Sala São Paulo e à ópera "A volta do parafuso", de Benjamin Briten, nos seus 100 anos de nascimento, no Theatro São Pedro, de Sampa, na Barra Funda. Para terminar, assistirei a uma peça infanto-juvenil, muito elogiada, de Débora Dubois, "Lampião e Lancelot", que alia o clássico ao cordel!
sexta-feira, 22 de março de 2013
FILME ALEMÃO 'BARBARA', DE CHRISTIAN PETZOLD (2012)
No final de semana passado, assisti também a um segundo filme alemão, "Barbara", de Christian Petzold, que já havia sido exibido na Mostra de Cinema Alemão, em SP e no Guion, em Porto Alegre, em 2012. Meu professor de Alemão, o Gilson Klemz, já havia me chamado a atenção para esse longa. Então, fui conferi-lo em função de que a narrativa é ambientada na ex-Alemanha Oriental e a ação se passa em um pequeno hospital no interior do país, para o qual a protagonista Barbara foi enviada (ela vivia em Berlim Oriental), cumprindo pena, como cirurgiã-pediatra. A protagonista é vigiada pela 'inteligência' do governo comunista, em seus extertores da agonia, porque se passa em 1980. Funcionários infiltram-se no dia a dia dos camaradas e 'promissores dissidentes'. O filme é frio, cru e provoca uma certa ansiedade no espectador, no crescendo que vai dimensionando o contexto histórico-político, que todos acompanharam pela imprensa, à época. Barbara está aguardando para fugir com seu namorado, um executivo que tem permissão para ir e vir. No entanto, ao mesmo tempo, o filme explora com mais delicadeza a relação que a mesma vai construindo com o médico responsável pela clínica, que supervisiona seu trabalho. Sua espera constante, em sair da Alemanha Oriental, contrasta com um outro tipo de espera, de parte de seu colega de trabalho, que lhe concede afeto e sobre ela alimenta expectativas. O final é consequência natural de seu grau de consciência acerca do futuro daquela condição de vida, daquela Alemanha fadada ao infortúnio. O roteiro é muito bem-articulado e há um talentoso resgate da decadência e do clima de opressão e coerção sobre os cidadãos. Estive em Berlim e o primeiro museu que eu quis visitar foi o do Comunismo, para compreender mais profundamente o que por lá se passou, depois de já ter visitado o Museu do Comunismo, em Praga. Recomendo a visita a esses dois museus. Há legendas em Inglês e em Espanhol.
segunda-feira, 18 de março de 2013
DOCUMENTÁRIO DE HERZOG SOBRE A CAVERNA COM OS MAIS ANTIGOS DESENHOS RUPESTRES DO PLANETA
Assisti a três longas neste finde, em Porto Alegre (escreverei sobre o longa alemão "Barbara" e sobre a versão do "Anna Karenina" a seguir). Vou começar meus comentários pelo documentário do cineasta alemão Werner Herzog, "A caverna dos sonhos esquecidos" (2010), a que tentei assistir no Berlinale de 2011, mas não consegui ingresso. Depois, o documentário também foi atração na Mostra de SP de 2011, mas não pude ir. De Herzog, assisti a uma boa parte de seus filmes: Aguirre, Fitzcarraldo, O enigma de Kaspar Hauser, Stroszeck, Nosferatu, Coração de cristal, Woyzeck, Onde sonham as formigas verdes, No coração da montanha e Cobra Verde. Há mais uns dez longas dirigidos por ele que não chegaram ao Brasil ou eu os perdi mesmo em circuito comercial. Então, finalmente, em uma sessão lotada no Itaú Cinemas no sábado, às 11h, em 3D, pude conferir o documentário sobre a famosa Caverna de Chauvet (nome de família de um dos cientistas), no Sul da França/Bélgica, na região montanhosa de Ardennes, onde três pesquisadores encontraram uma caverna enorme, cuja entrada principal havia sido lacrada, há 20 mil anos atrás, por um deslizamento. Dentro dela, puderam registrar e escanear os mais lindos e antigos desenhos rupestres produzidos por uma mão humana, ou várias, há 32 mil anos. Herzog fez o que pôde, em consonância com a autorização que lhe fora conferida pelo Ministério da Cultura da França. Apenas um pequeno grupo de cientistas pode entrar na caverna, descoberta em 1994, que já tem uma porta blindada e dois guardas permanentes. Pelo que Herzog comenta no filme (que ele próprio narra) já estão pensando em fazer uma réplica a alguns quilômetros dali e estimular a visitação de turistas. Réplica? Absurdo! Eu não gastaria minha grana nisso. Também comentou algo que eu desconhecia, que a Caverna de Lascaux foi fechada, definitivamente, em função da respiração humana concentrada em demasia, no ecossistema da caverna, o que estaria provocando mofo nas pinturas rupestres. Não tenho notícias da Caverna de Altamira, na Espanha. Esse é o fim das cavernas? Não vou morrer sem conhecer uma coleção de desenhos rupestres, ao vivo. Mesmo que os nossos expoentes - encontrados por Niède Guidon, à frente de uma missão franco-brasileira, que, desde a década de 70, vinha tentando mapear desenhos rupestres do homem americano - sejam mais jovens, hoje mesmo, pela manhã, já fiz contato com uma agência de turismo do Piauí para que me levem da capital Teresina até a área do Parque Nacional da Serra da Capivara. Pretendo, no feriadão de 20 de setembro, conhecer os desenhos de São Raimundo Nonato. Quem vem junto?
OS ÚLTIMOS CDS DE PAT METHENY E ESPERANZA SPALDING, ALÉM DE UM CD DE VIJAY IYER
Estou aqui degustando um Carmenère e saboreando as minhas compras de hoje na Livraria Cultura de Porto Alegre! Quando se trata de Pat Metheny, sou suspeita. Fui ao RJ, pela primeira vez, em julho de 1980, na companhia de uma amiga. Conheci um carioca, que era amigo de Milton Nascimento, e conhecia muito a música que se fazia na época, nacional e internacional. Tudo o que o cara me indicou, saí à procura. Ele comentou comigo sobre um tal Pat Metheny. Não deu outra: comprei lá no RJ mesmo meu primeiro vinil do Pat, "New Chautauqua", álbum de 1979, terceiro de sua carreira de guitarrista. Não o tenho mais, apenas outros dois em CD. Pat tocava, então, com Bob Moses e Jaco Pastorius. Mais tarde, com Lyle Davis, Danny Gotlieb e Eberhard. Tenho um CD de Charlie Haden, em que o mesmo dialoga com a guita de Pat, o belo e melancólico álbum "Beyond the Missouri Sky", que o meu querido amigo Francisco Marshall me presenteou no idos de meu aniversário em 1995. Eu o considero precioso! Também tenho um Pat com quarteto (Burton, Corea, Haynes e Holland), o álbum "Like Minds". O "Unity Band", comprado hoje, que arrebatou um Grammy em 2012, tem Chris Potter (saxofonista tenor, brilhante fusionista, que acaba de lançar uma suíte inspirada na "Odisseia", de Homero, o álbum "The Sirens", que estou à cata!), Antonio Sanchez e Ben Williams na retaguarda instrumental. Divino, mas isso é muito pessoal! Da Esperanza Spalding, que comecei a ouvir no final de 2011, comprei o "Radio Music Society", seu último álbum. Considero-o irregular e recomendo os temas em que se ouve um guitarrista jovem, de quase 30 anos, e muito virtuoso: Ricardo Vogt, natural de Santa Cruz do Sul, no Brasil há alguns dias, gravando seu primeiro álbum solo. Só para se ter uma ideia, na semana passada, o Milton Nascimento gravou uma faixa com ele, participando de seu CD. Vamos aguardar! Ele já se foi, mas voltará logo. Nesta semana, a banda de Esperanza Spalding excursiona pela Indonésia! Sobre o Vijay Iyer, pianista, para quem não o conhece ainda, não encontrei seu último álbum em Porto Alegre, o "Accelerando", mas comprei o "Reimagining", porque o sax alto é representado pelo maravilhoso Rudresh Mahanthappa. Com os instrumentistas Stephan Crump no baixo e Marcus Gilmore na batera, Iyer, americano de origem indiana, é um dos pianiastas de jazz mais versáteis e de estirpe inovadora na cena jazzística contemporânea. Vale a pena procurar no You Tube e checar se vocês apreciam sua música, sejam composições originais ou covers. No segmento da música erudita, comprei o último CD de Antonio Meneses, o violoncelista que mais aprecio. Já fui atrás dele, inclusive, no Festival de Música Erudita em São José dos Campos/SP, em julho de 2005. O CD de Meneses traz duas interpretações de concertos para violoncelo, de Gál e de Elgar. Não o ouvi ainda. Isso vai ficar para amanhã à noite, após a labuta diária! Boa-noite!
domingo, 17 de março de 2013
CINEMA E MÚSICA EM PORTO ALEGRE!
Amigos e leitores, estou retornando a Santa Cruz do Sul daqui a pouco. Escreverei mais tarde, degustando um Carmenère, já em casa, um comentário sobre os três longas a que assisti, sobre a festa regada a jazz a que fui ontem à noite (que vai deixar alguns músicos, meus bros, com inveja!) e sobre os CDs de jazz contemporâneo que comprei na Cultura hoje à tarde. Aguardem! Tem coisa boa pela frente, porque tive uma fruição estética quando assisti ao "A caverna dos sonhos esquecidos", o documentário do Herzog sobre a caverna em Ardènnes, no Sul da França, em que encontraram, em 1994, os desenhos rupestres mais antigos do planeta: 32 amil anos A.P. (antes do presente)!!!!!!!!!!!!! Depois, assistimos à sexta versão para o cinema de "Anna Karenina", baseado na obra de Tolstoi, e, por fim, mais um filme alemão, que, aos poucos, já começo a compreender ouvindo a língua falada, o "Barbara", sobre a ex-Berlin Oriental. Isso me traz lembranças de minha viagem à Alemanha em 2011 e a tentativa frustrada de assistir ao documentário do Herzog no 'Berlinale' desse mesmo ano (P.S. Não consegui conferir o "A hora mais escura", de Kahtryn Bigelow. O longa foi banido mesmo do circuito, porque está em um único cinema, longe e em horários inadequados. Lamentável mesmo!).
Danke! Bis bald!
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segunda-feira, 11 de março de 2013
CINEMA EM PORTO ALEGRE, NO FINDE DE 16 E 17 MARÇO
Assistirei ao longa "A hora mais escura" (2012), de Kathryn Bigelow, que levou metade de um Oscar (sic) pelo áudio de seu filme, com a Mi e a Beca, no sábado à tarde. Depois, ao filme alemão "Barbara" (2012), de Christian Petzold. No finalzinho da tarde, café na Cultura, como sempre! À noite, jantinha com os bros! No domingo pela manhã, café no Brique com a Sandra. Depois, visita à Fundação Iberê Camargo para ver a exposição do sul-africano William Kentridge! À tardinha, assistirei ao "Anna Karenina" (2012), de Joe Wright, no Guion, com a Ewelin. Tudo de bom! O finde promete!
quinta-feira, 7 de março de 2013
MÚSICA DA MELHOR: TRIBUTO AO TOM WAECHTER
Hoje, seis de março de 2013, cheguei mais tarde, porque dei aula na UNISC à noite, mas fui ao tributo que os músicos de Santa Cruz do Sul fizeram ao amigo Tom Waechter, falecido há duas semanas. O mentor da homenagem póstuma e jam foi o guitarrista, internacionalmente conhecido, Ricardinho Vogt. Atualmente, ele excursiona com o grupo de Esperanza. Ela e Ricardinho conheceram-se quando estudavam na Berkeley, nos EUA. Ela iniciou sua carreira e ele passou a tocar guitarra em sua banda. Amanhã, Ricardinho vai tocar com o Milton Nascimento, que fará uma participação especial no primeiro CD do garoto. Sendo natural de SCS, Ricardinho pôde reencontrar nesta noite um grande número de músicos, que tocaram e cantaram suas composições realizadas com o Tom Waechter. Tom, que bela homenagem! Namaste, meu bro!
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