quarta-feira, 26 de outubro de 2011

MAIS UMA BABAQUICE DO FACEBOOK

Li, hoje, em um blog de um porta amigo que as pessoas começaram nesta semana a divulgarem algo, em suas páginas, referente a viver em um outro lugar. Eu deletei a minha página, por questões pessoais, que não vêm ao caso, mas foi pertinente e em tempo, pelo jeito.
Li depois comentários sobre amigos que adotaram o "Vou morar tanto tempo em_____" ou que respondem à babaquice como "Parabéns" ou "Muito massa", para alguém que, é notório, não teria condições de viver fora do país.
Olha, esta foi demais para o meu gosto!

É quase final de ano e o tempo urge!

Comentem, please! Abraço a todos!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A CAMPANHA CONTRA A VIOLÊNCIA INFANTIL NO FACEBOOK: FALSIDADE OU ALTERIDADE?

Desde o início do mês, observei que vários de meus amigos no Facebook começaram a retirar suas fotos de seus avatares e substituí-las por um personagem do Cartoon, de desenhos animados, em seus lugares. Isso deixou-me intrigada, porque ainda não sabia a que se devia.

Indaguei alguns de meus alunos, amigos e até minha filha. Qual não foi a minha surpresa, quase todos sinalizaram que era por conta do Dia da Criança, a ser comemorado no Brasil no mesmo dia do feriado religioso de Nossa Senhora Aparecida.

Fui atrás e li tudo o que encontrei em links dos grandes jornais brasileiros. A troca de fotos pessoais dos avatares por personagens de desenhos animados é mundial e faz parte de uma campanha contra a pedofilia e todas as formas de violência contra as crianças. Muito bem! Todavia, não encontrei o nome do mentor ou sequer da ONG ou da instituição que teria deflagrado a campanha no Facebook e no Twitter.

Isso denota, mais uma vez, o caráter mimético das redes sociais. Em outras palavras, as pessoas copiam, deliberadamente, o que as outras fazem, além dos recursos que utilizam, sem ao menos estarem informadas do que está por detrás de determinada expressão ou comportamento virtual.

Fico muito preocupada com isso e, para polemizar, escrevi em minha página do FB que eu considerava esta mudança de fotos por personagens algo falso e que, ademais, eu estaria cansada da ignorância generalizada. Levei pau, é claro! A maior parte de amigos, alunos e ex-alunos, pasmem, argumentou que era bonitinho, que era um resgate do espírito infantil e que tudo aquilo estava ocorrendo em função do Dia da Criança, em 12 de outubro.

Se a campanha é mundial e iniciou-se no exterior, o Dia da Criança em outros países, se existe, certamente é comemorado em um outro dia do ano. Assim, o argumento do povoamento do FB com carinhas do Cartoon, em função do tal dia, não procederia fora do Brasil.

Vou providenciar algo no FB, de modo forjado, para avaliar a aderência e a rapidez da mudança do comportamento dos usuários, com o slogan de uma suposta campanha, assim: “I-mito”, em referência burlesca ao “Ipad” e ao “Ipod”. Vamos ver no que vai dar...

domingo, 2 de outubro de 2011

AUSÊNCIA DO EGO

(Do livro One Taste, de Ken Wilber)

Tradução de Ari Raynsford

Justamente porque o ego, a alma e o Eu (Self) podem estar presentes ao mesmo tempo, não será difícil entender o sentido verdadeiro de “ausência do ego”[1] – expressão que tem causado imensa confusão. Ausência do ego não significa a ausência de um eu (self) funcional (o que seria próprio de um psicótico e não de um sábio); significa que não estamos mais exclusivamente identificados com aquele eu.

Um dos muitos motivos de não sabermos lidar com a noção de “ausência do ego” é que desejamos que nossos “sábios sem ego” satisfaçam às nossas fantasias relativas a “santidade” ou “espiritualidade”, o que, habitualmente, significa que essas pessoas estejam mortas do pescoço para baixo, livres das vontades ou desejos da carne, eternamente sorridentes. Desejamos que esses santos não passem por todas as coisas que nos incomodam – dinheiro, comida, sexo, relacionamentos, desejos. “Sábios sem ego” estão “acima de tudo isso” – assim desejamos. Queremos cabeças que falem. Acreditamos que a religião bastará para livrá-los de todos os instintos básicos, de todas as formas de relacionamento, considerando a religião, não como orientação para viver a vida com entusiasmo, mas, sim, como guia para evitá-la, reprimi-la, negá-la, fugir dela.

Em outras palavras, o homem típico espera que o sábio espiritual seja “menos que uma pessoa”, de alguma forma liberto dos impulsos confusos, difusos, complexos, pulsantes, compulsivos, que guiam a maior parte dos seres humanos. Esperamos que nossos sábios sejam a ausência de tudo o que nos impulsiona. Queremos que não sejam sequer tocados por todas as coisas que nos atemorizam, que nos confundem, que nos atormentam, que nos atordoam. É a essa ausência, a essa falta, a esse “menos que uma pessoa” que, frequentemente, chamamos “sem ego”.

ntretanto, “sem ego” não significa “menos que uma pessoa”; significa “mais que uma pessoa”. Não pessoa menos, mas pessoa mais – isto é, todas as qualidades normais da pessoa mais algumas transpessoais. Pensemos nos grandes iogues, santos e sábios – de Moisés a Cristo, a Padmasambhava. Não foram desfibrados maneirosos, mas dinâmicos e instigantes – desde o episódio dos vendilhões do Templo até a imposição de novos rumos a nações inteiras. Lidaram com o mundo em seus próprios termos, não em termos de uma piedade melosa; muitos deles provocaram revoluções sociais significativas, que se estenderam por milhares de anos. E assim fizeram, não porque tivessem evitado as dimensões físicas, emocionais e mentais da humanidade, e o ego, que é o veículo de todas elas, mas porque as assumiram com tal garra e intensidade que sacudiram as próprias fundações do mundo. Indiscutivelmente, estavam também intimamente ligados com a alma (o psiquismo mais profundo) e o espírito (o Eu informe) – fonte última de sua força – mas expressaram essa força e tiraram dela resultados concretos, exatamente porque assumiram, decididamente, as dimensões menores através das quais ela poderia expressar-se de modo a ser sentida por todas as pessoas.

Esses grandes mobilizadores e agentes de mudança não foram egos pequenos; foram, na mais completa acepção do termo, grandes egos, justamente porque o ego (veículo funcional do domínio da mente) pode existir e de fato existe com a alma (veículo do sutil) e o Eu (veículo do causal). Na mesma medida em que esses grandes mestres mobilizaram o domínio da mente, eles mobilizaram o próprio ego, porque o ego é o veículo desse reino. Entretanto, não se identificavam meramente com seu ego (isso seria narcisismo); simplesmente perceberam seu ego conectado a uma fonte Kósmica[2] radiante. Os grandes iogues, santos e sábios conseguiram tanto, exatamente porque não foram tímidos bajuladores, mas grandes egos ligados ao seu Eu superior, animados pelo puro Atman (o puro Eu – eu[3]) que é um com Brahman; abriram a boca e o mundo estremeceu, caiu de joelhos e pôde ver face a face o Deus radioso.

Santa Teresa não foi uma grande contemplativa? Sim, e Santa Teresa foi a única mulher que reformou uma tradição monástica inteira (pensemos nisso). Gautama Buda sacudiu a Índia nos seus fundamentos. Rumi, Plotino, Bodhidharma, Lady Tsogyal, Lao Tsé, Platão, o Baal Shem Tov – estes homens e mulheres deram início a revoluções no mundo que duraram centenas, às vezes milhares de anos – coisa que nem Marx, nem Lenin, nem Locke, nem Jefferson, poderiam afirmar ter conseguido. E não agiram assim porque estivessem mortos do pescoço para baixo. Não, eles eram fantasticamente, divinamente grandes egos, ligados profundamente ao psíquico, que estava diretamente ligado a Deus.

Existe certa verdade na noção do transcender o ego: não significa destruir o ego, mas, sim, conectá-lo a alguma coisa maior. Como afirma Nagarjuna[4], no mundo relativo, atman[5] é real; no absoluto nem atman nem anatman[6] são reais. Assim, em nenhum caso annatta[7] corresponde a uma descrição correta da realidade. O pequeno ego não se evapora; permanece como o centro funcional da atividade no domínio convencional. Como eu disse, perder esse ego significa tornar-se um psicótico, não um sábio.

“Transcender o ego”, significa, pois, em verdade, transcender mas incluir o ego num envolvimento mais profundo e mais elevado, primeiro na alma ou psiquismo mais profundo, depois na Testemunha ou Eu superior e, então, após a absorção nos níveis precedentes, envolver-se, incluir-se e abraçar-se na radiância do Um Sabor.[8] E isto não significa, portanto, “livrar-se” do pequeno ego, mas, ao contrário, habitar nele plenamente, vivê-lo com entusiasmo, usá-lo como veículo necessário, através do qual as grandes verdades podem ser transmitidas. Alma e espírito incluem o corpo, as emoções e a mente; não os eliminam.

Grosseiramente, podemos dizer que o ego não é uma obstrução ao Espírito, mas uma radiosa manifestação do Espírito. Todas as Formas não são senão o Vazio, inclusive a forma do próprio ego. Não é necessário livrar-se do ego, mas, simplesmente, vivê-lo com certa intensidade. Quando a identificação transborda do ego no Kosmos em geral, o ego descobre que o Atman individual é, de fato, da mesma espécie de Brahman. O Eu superior não é, em verdade, um pequeno ego, e, assim, no caso de estarmos presos ao nosso pequeno ego, a morte e a transcendência são necessárias. Os narcisistas são, simplesmente, pessoas cujos egos não são ainda suficientemente grandes para abraçar o Kosmos inteiro e, para compensar, tentam tornar-se o próprio centro do Kosmos.

Não queremos que nossos sábios tenham grandes egos; sequer desejamos que exibam qualquer característica evidente. Sempre que um sábio se mostra humano – a respeito de dinheiro, comida, sexo, relacionamentos – sentimo-nos chocados, porque estamos planejando fugir inteiramente da vida, e o sábio que vive a vida nos ofende. Queremos estar fora, queremos ascender, queremos escapar, e o sábio que assume a vida com prazer, vive-a totalmente, pega cada onda da vida e surfa nela até o fim – nos perturba e nos assusta intensamente, profundamente, porque significa que nós, também, deveríamos assumir a vida com prazer, em todos os níveis, e não simplesmente fugir dela numa nuvem etérea, luminosa. Não queremos que nossos sábios tenham corpo, ego, impulsos, vitalidade, sexo, dinheiro, relacionamentos ou vida, porque essas são coisas que habitualmente nos torturam e queremos vê-las longe de nós. Não queremos surfar as ondas da vida, queremos que as ondas desapareçam. Queremos uma espiritualidade feita de fumaça.

O sábio completo, o sábio não-dual está aqui para mostrar-nos o contrário. Geralmente conhecidos como “tântricos”, estes sábios insistem em transcender a vida, vivendo-a. Insistem em procurar libertação no envolvimento, encontrando o nirvana no meio do samsara[9], encontrando a liberação total pela completa imersão. Passam com consciência pelos nove círculos do inferno, certos de que em nenhum outro lugar encontrarão os nove círculos do céu. Nada lhes é estranho porque nada existe que não seja Um Sabor.

Na verdade, o segredo consiste em estar inteiramente à vontade no corpo e com seus desejos, com a mente e suas idéias, com o espírito e sua luz. Assumi-los inteiramente, plenamente, simultaneamente, uma vez que todos são igualmente manifestações do Um e Único Sabor. Vivenciar a paixão e vê-la funcionar; penetrar nas idéias e acompanhar seu brilho; ser absorvido pelo Espírito e despertar para a glória que o tempo esqueceu de nomear. Corpo, mente e espírito, totalmente contidos, igualmente contidos, na consciência eterna que é a essência de todo o espetáculo.

Na quietude da noite, a Deusa sussurra. Na luminosidade do dia, Deus amado brada. A vida pulsa, a mente imagina, as emoções ondulam, os pensamentos vagam. O que são todas estas coisas senão movimentos sem fim do Um Sabor, eternamente jogando com suas próprias manifestações, sussurrando mansamente a quem quiser ouvir: isto não é você mesmo? Quando o trovão ruge, você não ouve o seu Eu? Quando irrompe o raio, você não vê o seu Eu? Quando as nuvens deslizam mansamente no céu, não é o seu próprio Ser ilimitado que está acenando para você?

(texto de Wilber enviado por Sambodh Naseeb, o nome em sânscrito de meu aluno Nathaniel Piva)

[1] No original egolessness. (N. T.)

[2] Kósmica – de Kosmos. Wilber reapresenta esta palavra em seu livro Sex, Ecology, Spirituality com a seguinte observação: “Os Pitagóricos introduziram a palavra Kosmos que, normalmente, traduzimos como ‘cosmos’. Mas o significado original de Kosmos era a natureza de padrões ou de processos de todos os domínios da existência, da matéria para a matemática para o divino, e não simplesmente o universo físico, que é o significado usual das palavras ‘cosmos’ e ‘universo’ hoje... O Kosmos contém o cosmos (ou fisiosfera), bio (ou biosfera), noo (ou noosfera) e teo (teosfera ou domínio divino)...” (N. T.)

[3] Sri Ramana Maharshi frequentemente refere-se ao Self pelo nome “Eu – eu”, uma vez que o Self é a autêntica Testemunha do eu. (N. T.)

[4] Filósofo budista do Sec. II D.C., criador do Escola Madhyamika. (N. T.)

[5] No Advaita Vedanta, atman é o princípio interior de todos os seres, idêntico a Brahman, o Ser Universal que se desdobra em infinitas individualidades, as quais aparecem e desaparecem no plano dos fenômenos (ou maya), sob o ciclo do samsara (reencarnações), que, por sua vez, é efeito do karma (ação e reação). A identidade Atman/Brahman é expressa nos Upanishads na famosa expressão Tat Tvam Asi - Vós sois Isso. (N. T.)

[6] No Budismo, anatman é a negação de qualquer substrato último ou permanente no Universo. (N. T.)

[7] A polaridade atman/anatman. (N. T.)

[8] No original, One Taste – o estado de visão não-dual ou consciência da unidade. (N. T.)

[9] O ciclo contínuo de nascimento e morte. (N. T.)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

VIAGEM A BH E A OURO PRETO

Voltei, amigos! Estive em um seminário nacional de extensão, no qual meu artigo, com minha ex-bolsista de extensão, foi aprovado. Apresentamos nossos resultados das histórias de vida de apenadas do Presídio Regional de SCS. Foi muito interessante e houve vários comentários e perguntas da plateia.
Depois do seminário, no sábado, eu e Rafael estivemos em Ouro Preto. Eu já estive lá duas vezes, mas desta vez foi diferente por eu estar com o meu namorado, futuro historiador. Além do clima romântico da cidadezinha, que já conta com 311 anos de fundação, foi importante ouvir os comentários do Rafael sobre Tiradentes e a Inconfidência Mineira.
Por acaso, fomos parar em uma mina de ouro desativada, de 293 anos, com um guia local. Foi uma caminhada rápida, por uma brecha em uma caverna, explorada pelos negros mineiros, que eram trazidos como escravos para o trabalho extrativista de Ouro Preto. Eles sabiam como encontrar ouro, junto ao quartzo, pela salivação de pequenas amostras de terra das paredes da caverna. Duravam de cinco a sete anos; depois, morriam com os pulmões petrificados.
Tristes as histórias das 'minas gerais', que animalizavam homens africanos para encher os cofres da Coroa Portuguesa.
Não falei do Tiradentes, mas, para constar, ele era o menos posicionado do grupo, social e economicamente, tirado para 'bode expiatório' entre os burgueses inconfidentes. Acabou como mártir, porque a República precisava de um; como traidor, porque a Coroa Portuguesa necessitava de um, que sofresse as consequências da pena.
É isso! Abraço a todos!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O DESFAZER-SE DO AMOR



O amor é um animal
desprevenido, ressentido e precipitado:
uma teia que se desfia pouco a pouco...
que quer se esquecer daquilo que machuca, que machucou,
sem perceber que o que machuca/machucou é o que salva o animal!

- Guardemos silêncio, amigos, para que possamos ouvi-lo, tragicamente,
desfazer-se!

Rô Candeloro - em 12 de setembro de 2011, às 19h, depois de as 'torres' caíram!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

RÉQUIEM PARA OS DEZ ANOS DAS TORRES GÊMEAS

Em 2001, estive nos EUA pela primeira vez, para acompanhar a Prof. Marília Ramos, amiga pessoal e, na época, minha colega na UNISC, na fase final de sua tese de doutorado em Gerontologia, na Purdue University, em Lafayette, Indiana. Antes de encontrar-me com ela, planejei ficar uma semana em NY, no meu aniversário de 40 anos.

Passei com uma outra amiga, que me acompanhava neste trecho, dias aprazíveis de calor, caminhando muito pelas avenidas retas de Manhattan, visitando museus, centros de cultura e livrarias, o Central Park e as ruas do Soho e do Village. Em duas oportunidades, chegamos ao Finantial Center de metrô e saímos pela estação do World Trade Center, acessando um shopping Center, antes de atingir a rua.

Minha esperança era a de que, desembarcando nessa estação, eu conseguisse comprar os ingressos que eu desejava para um espetáculo da Broadway, que também eram vendidos no mezzanino de uma das torres do WTC. Todavia, as filas para compra eram enormes e isso me desmobilizou para o teatro.

Dali do centro, fomos para o Brooklyn, bairro que concentra estúdios, ateliês e galerias. Fiz fotos da Brooklyn Bridge com uma câmera de rolo. Tenho ainda as fotos reveladas que segurei nas mãos, atônita, ao acompanhar as primeiras imagens da cobertura da TV americana, quando a primeira torre havia sido alvejada por um avião.

Estive lá exatamente dois meses antes da tragédia, em julho de 2001, resultante do ataque da Al-Qaeda às torres gêmeas do WTC, que as pulverizou, exterminando 3000 seres humanos e reiteirando o adágio de Hobbes: homo homini lúpus (“o homem é o lobo do homem”). Neste final semana, comentários islamofóbicos serão enunciados no planeta, as teorias conspiratórias continuarão sendo debatidas, os resultados das investigações do atentado continuarão sendo questionadas e a dor de milhões será, novamente, devassada.

Fukuyama errou! Obama está aí, perdendo pontos nas estatísticas, mas com uma certa vantagem pela morte de Osama Bin Laden e o consequente desmantelamento da rede terrorista Al-Qaeda. Menos ufanismo e alienação é o que eu espero nesta efeméride.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

THIAGO DE MELLO: RARO PROSADOR DA FLORESTA

Estive na terça (que estava cinzenta, mas que se transformou em uma linda noite estrelada e com Lua) no auditório da UNISC para ver e ouvir o poeta Amadeo Thiago de Mello, conhecido como Thiago de Mello. Ser humano raro e cheio de luz, ele se apresentou a um imenso público, que lotara as dependências da UNISC.

De saída, expressou seu libelo contra a degradação imoral que assola a Amazônia, avilta sua população ribeirinha, exaure seus recursos naturais e compromete sua fauna e flora. Sua primeira declamação poética terminou com o chamamento que exortava: “o que importa é trabalhar/na mudança daquilo que precisa mudar”.

Depois desse preâmbulo em que poeta e ativista político tornaram-se indissociáveis, contou ao público sobre sua vida, suas viagens, seus percalços, do exílio, da prisão. Destacou com veemência o papel que a leitura e a educação formal tiveram em sua trajetória e enalteceu a figura de sua primeira professora, que lhe deixou o legado da literatura. Por fim, ressaltou que “um país que não lê está condenado a ser dominado”.

O que admiro em Thiago de Mello é muito mais a persona, seu ‘estatuto de homem’, que esbanja juventude e alvorada, menos a matéria poética que, para mim, soa muito mais como prosa poética, menos como rigorosa poesia. Aprecio mais a causa nobre, o engajamento, a fala política, o talento para a sinergia com o público, menos o ritmo, a musicalidade, as propriedades da linguagem.

Seus pendores para a tradução são pouco conhecidos no Brasil. Sabedora de que Thiago de Mello verteu alguns poemas de Hölderlin para o Português, como “Ode do pão e do vinho”, imagino o quanto a poética e a biografia emblemática do escritor alemão tenha impressionado sua alma, como, por exemplo, a louca caminhada que Hölderlin empreendeu entre a frança e a Alemanha, no início do século XIX, fustigado pela imagem de sua amada, recentemente falecida, Diotima.

Talvez haja um núcleo trágico na poesia de Thiago de Mello, inspirada na concepção dos românticos alemães, que permite ao poeta amazonense contrapor o futuro sombrio e perverso da Amazônia – e de nosso planeta como um todo -, a um mundo solar e harmônico de outrora, que ainda sobrevive em seu interior.

domingo, 28 de agosto de 2011

RELENDO MARX

Por conta de estudos para uma disciplina de História da Filosofia Contemporânea I, tive de retomar algumas leituras de Marx e Engels. O "retomar" deve-se ao fato de que tive uma formação marxiana nos tempos de acadêmica da UFRGS e, embora a carreira fosse de Filosofia, houve três disciplinas em que tivemos de estudar "O Capital", "Elementos para a Crítica da Economia Política" e "Os manuscritos econômico-filosóficos".
Esse último, de 1844, instaura a primeira abordagem de Marx acerca do caráter ontológico do trabalho, objetivação primária do ser social (e 'prático', predicado mais adiante). Só que o estágio teleológico do trabalho, nos moldes capitalistas em que vivemos, é o trabalho 'assalariado', que avilta e aliena o homem. Assim, a atividade produtiva é um elemento ontológico da constituição do ser social e isso se opõe às concepções vigentes, na época, da economia política.
A práxis é compreendida por Marx como o conjunto das objetivações que o sujeito deve exercer enquanto ser social. Portanto, é no horizonte da práxis que a alienação será estudada por ele, como uma instância da esfera prático-social.
Na leitura dos "Manuscritos...", os processos alienantes nos indivíduos são analisados, ainda que seus comentadores o considerem insuficiente em sua análise de 1844.
Pensar que ele estava em Paris, gestando esse livro; Feuerbach já era um homem idoso; ao mesmo tempo em que Nietzsche nascia nesse ano, em Rocken, na Alemanha; Hegel já havia falecido de cólera, enquanto Schopenhauer articulava o seu "Parerga e Paralipomena", já no final de sua carreira...
A simultaneidade de eventos intelectuais em um mesmo lapso temporal, desde jovem, deixava-me perplexa, não obstante o fato de que alguns deles sequer se conheceram e leram os escritos uns dos outros.
Fica aí o meu comentário e o destaque para a relevância de se resgatar o núcleo fundamental da obra de Marx, o que trata menos dos aspectos econômicos e mais de elementos filosóficos, antropológicos e sociais. Esse conteúdo não se tornou anacrônico com o fim do regime comunista. Muito pelo contrário: no estágio do capitalismo em que nos encontramos, ler o que Marx escreveu acerca do princípio do individualismo pode ser uma lição surpreendente e atual!
Deixo-lhes uma dica de leitura: o livro intitulado "Grundisse", que saiu em Português novamente em uma edição caprichada!


domingo, 21 de agosto de 2011

COLEÇÃO DE CINEMA DA FOLHA DE SP

Oi, amigos! Vocês já viram as lista de filmes, no formato DVD, que a Folha de SP começou a vender em bancas? Já comprei os três primeiros em POA. Aqui em SCS só a banca do centro tem e em número reduzido. O título do DVD é semanal!

Para os que apreciam cinema, entrou em cartaz, no cineninha do shopping Marco do Imigranthe, o último filme de Woody Allen, o "À meia-noite em Paris". Confiram!

Abraços a todos!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

SOBRE OS FILMES 'MELANCOLIA' E 'A ÁRVORE DA VIDA'

Neste final de semana, fomos a Porto Alegre obsessivos para assistir ao premiado no Festival de Cannes 2011, "A árvore da vida", de Terrence Malick, e ao "Melancolia", do polêmico diretor dinamarquês Lars von Trier, através do qual a atriz norte-americana Kirsten Dunst foi laureada com o prêmio de Melhor Atriz na mesma competição.
Assistimos primeiro, para otimizar nosso tempo dentro do Bourbon Country, ao "Melancolia", do diretor dinamarquês já mencionado. Duas horas e meia após o final do primeiro longa, entramos na sessão do "A árvore da vida", do diretor norte-americano.
Bem, eles têm uma fotografia exuberante, truques de "slow motion", uma trilha focada na música erudita e, não raras vezes, as mesmas imagens da Mãe Terra e do Sistema Solar; por isso, tive uma impressão estranha, quando estava na segunda sessão, de ainda estar assistindo ao filme da primeira.
O "Melancolia" é o nome de batismo de um planeta que está na rota de colisão com a Terra. Portanto, parece um filme 'catastrófico' e poderia também ter iniciado com uma epígrafe retirada da Bíblia, como, por exemplo, do Livro das Lamentações. O segundo longa, "A árvore da vida, tem como epígrafe o Livro de Jó: 38-4: "Onde estavas quando lancei os fundamentos da Terra?". Quem já leu a Bíblia como poesia sabe que no Livro de Jó prova-se que Deus não é o causador do sofrimento da humanidade, nem das doenças e das mortes. Mesmo os fieis que foram assolados com provações precisam continuar a orar, precisam continuar em conexão com Jeová, para que Satanás seja destruído, segundo a essência desse texto bíblico.
Assim, as constantes indagações que o primogênito faz (Sean Penn, na vida adulta), como se fossem pensamentos elevados, enunciados em voz alta ("Por quê?") constroem a atmosfera do filme; no Livro de Jó, Satanás é personagem coadjuvante, mas tem dimensão ontológica. No "Árvore da Vida", vemos o filho primogênito em conflitos internos por ser mau com o irmãozinho mais novo e rezar todas as noites para o Deus salvador afastá-lo da mentira e das más atitudes.
Se eu pudesse indicar dois filósofos para uma melhor compreensão desses dois filmes, eu associaria "Melancolia" ao adágio schopenhaueriano de que "a vida não passa de um oscilar entre a dor e o tédio"; ao segundo filme, a leitura da obra de Nietzsche lhe seria compatível, na medida em que a essência do longa é a afirmação do sublime, do querer-viver e da perseverança: a capitulação do Mal.
Para quem os degustou, talvez, impropriamente em uma mesma tarde, como eu e Rafael, não resta nada mais que encerrar este humilde comentário com a conclusão de que um "déja vu" acometeu-me na sessão de um e de outro. O inexorável dualismo representado pelos binômios da negação/afirmação da vida, do Bem/Mal e do pessimismo/otimismo também se fizeram presentes na degustação dos mesmos. Não posso deixar de mencionar também que me lembrei do 'osso', que voa em "slow motion" na cena inicial do "2001, uma Odisseia do Espaço", de Stanley Kubrick, além dos documentários da década de 80, "Koyaanisqatsi" e "Powaqqatsi", que revelaram a "vida em transição",no planeta Terra, ambos do diretor Godfrey Reggio.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

SHOWS DA OKTOBERFEST EM OUTUBRO

É difícil de acreditar, mas a Oktoberfest deu uma virada! Os shows foram confirmados nesta semana e teremos, ao menos no segmento rock/pop nacional, a banda Charlie Brown. Parabéns aos meus amigos Tuta e Naira, que participaram da composição do 'line up'. Iremos ao Charlie Brown de camarote. Valeu!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

UM POEMA DE DESPEDIDA

"Einst sah ich viele Blumen Blühen
An meinem Weg; jedoch zu faul,
Mich pflückend nieder zu bemühen,
Ritt ich vorbery auf stolzen Gaul.

(...)

Mein Trost ist: Lethes Wasser haben
Noch jetzt verloren nicht die Macht,
Das dummer Menschenharz zu laben
Mit des Vergessens süsser Nacht."

(Heine, em 1853-1854)

Tradução de André Vallias

"Pelo caminho eu via outrora
Flores em grande profusão
Mas, indolente, eu ia embora
Sem nunca me agachar no chão.

(...)

Resta-me um único consolo:
Que o Rio de Letes dê alento
Ao coração de um homem tolo
Nas águas vãs do esquecimento!"

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Sobre o longa "Black Swan"

Meu comentário pode parecer anacrônico, uma vez que Natalie Portman foi laureada com um Oscar de Melhor Atriz lá no longínquo mês de fevereiro deste ano. O longa entrou em cartaz, saiu e eu o perdi em Porto Alegre, por privilegiar outros. Mesmo assim, por necessidade de organizar algumas ideias e impressões sobre o filme, a que assisti ontem à noite - e considerando que não pude contar com observações de outrem -, vai aí o meu texto.
O filme de Darren Aronfsky é intenso e tem um ritmo de deixar qualquer um angustiado (já o conhecia de "Py" e do mais recente, porém menos apreciado por mim, "O lutador"). Fiquei assim ontem e comentei passagens mais do que deveria, confesso! Só não roí minhas unhas porque estão muito bem-aparadas e esmaltadas (garantia de não roê-las!). Fiquei emaranhada com o filme já na cena inicial: Natalie Portman solando.
Mais adiante, percebi Barbara Hershey (totalmente repuxada! Parece o Mickey Rourke de saias), que nunca mais a tinha visto no cinema, no papel de mãe da bailarina perturbada emocionalmente. Eu lembro-me dela no longa "Shy People", pelo qual ela foi agraciada com um prêmio de Melhor Atriz em Cannes, no final da década de 80.
Voltando à narrativa, esse é o tipo de filme que evoca uma questão antiga tão discutida na área das Artes e das Letras, que é quando o autor/artista encarna a própria obra.
Mais do que ficar discutindo se ela é psicótica, se se autoflagela ou quais são os limites de realidade e não-realidade da personagem, o que ocorre quando um artista torna-se a própria obra de arte? Pensei em Van Gogh, Artaud, Paul Celan, von Kleist. Todos viveram pela sua Arte, a inocularam e, por Ela, abandonaram a vida.
O filme é um autêntico exemplar do "abyssus abyssum invocat", do abismo que invoca o próprio abismo, porque a personagem se autossupera, ao final, após fortes cenas entrópicas, e com isso dissolui-se. Hegel estuda o fenômeno do gênio, em seus 'Cursos de Estética', e afirma que a arte que atinge a perfeição e o ideal, se autodissolve, referindo-se, especificamente, à poesia.
A 'arte como saída da própria arte', eis o adágio parafraseado de Hegel por Darren Aronfsky.
Quem viu, que o comente comigo. Quem não viu, busque-o em DVD nas locadoras.
Aguardo comentários. Abraços!

PS. No próximo texto, comentarei o volume recém-publicado de poemas de Heine, em edição bilíngue, com tradução de André Vallias.


quarta-feira, 8 de junho de 2011

SABEDORIA

" Leia os antigos com cuidado, os antigos de verdade:
O que os novos dizem deles quase nada significa!" (A. W. Schlegel)

Leset Fleisseig die Alten, webren eigentlich Alten:
Was die Neuen davon sagen, bedeutet nicht viel!" (A. W. Schlegel)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A MORTE DE MEU CELULAR!


Várias pessoas tentaram salvá-lo, fazendo uma massagem cardíaca em seu corpinho...
Velei-o na quinta e depois, na sexta, livrei-me de sua carcaça!

Foi melhor assim: o danado já dormia comigo, com a desculpa de me acordar todas as manhãs!

DE VOLTA AO BLOG!

Após duas semanas de preocupações com a saúde minha filha, hoje me tranquilizei. O que ela tem não é grave; é tratável!
Então, voltando às páginas de meu blog, comento com vocês que estou em tratativas para levar, pela quinta, vez meus alunos de Estética e Filosofia para um programa artístico-cultural em Porto Alegre, no dia 25 de junho.
Além de visitas sob a minha coordenação ao Santander Cultural, ao MARGS e à Fundação Iberê Camargo, terminaremos a tarde na Livraria Cultura.
À noite, eu e meu namorado, o Rafael, mais a Naira e o Tuta, iremos assistir à montagem da tragédia "Ifigênia", de Eurípedes, no Teatro Renascença, sob a direção do Luciano Alabarse.
A empreitada promete e, certamente, fará diferença na vida de meus alunos.
Abraço a todos!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A MAIS TENEBROSA HERANÇA DA GUERRA


A semana que passou foi atípica, do ponto de vista da imprensa internacional: casamento real na Grã-Bretanha e o clássico ti-ti-ti sobre o vestido da noiva e seus convidados; processo de beatificação do falecido Papa João Paulo II e relatos dos milagres concedidos; bombardeio da OTAN sobre residência familiar de Kadafi, na Líbia, e a possível perda de um filho e netos. Aqui na América do Sul, soubemos do falecimento do escritor argentino, Ernesto Sabato, último da linhagem dos grandes escritores, na iminência de completar um centenário de nascimento.

Já se falou e se escreveu sobre tudo isso; no entanto, li uma reportagem sobre um tema que a imprensa ainda não noticiou com profundidade. É um tema delicado e violento, mas os cidadãos têm o direito de saber da peculiaridade de suas conseqüências: o estupro em massa e abusos sexuais cometidos em tempos de guerra contra mulheres e crianças. Ainda que se saiba, a partir de evidências, dos abusos cometidos na Segunda Grande Guerra, na Guerra dos Balcãs, de parte de soldados sérvios contra mulheres civis croatas, e no cenário intolerável de violações contra cidadãos no Iraque, é o horror da violência sexual ocorrida também na Líbia, protagonizada pelo exército do ditador Muammar Kadafi, que eu gostaria de trazer à baila.

Há denúncias de entidades de direitos humanos de diversos países sobre estupros e investidas contra crianças líbias, com a dimensão de tática militar. Somente no século XX, a violência sexual tornou-se crime, contemplada pelo Tribunal Penal Internacional de Haia. Quanto tempo ainda levará para que as milícias de Kadafi sejam julgadas por crimes contra a humanidade?

A diretora executiva da ONU Mulheres, a ex-presidente chilena Michelle Bachelet, afirmou há 15 dias atrás na imprensa que a ONU não possui dados precisos sobre a situação das mulheres no Norte da África, especialmente na Líbia. Contatos com a Cruz Vermelha Internacional e com a ONG Médicos Sem Fronteiras são mantidos, permanentemente, mas não se tem um panorama com números e relatos confiáveis acerca da violência contra as mulheres líbias.

Da mesma forma, a Unicef tem pedido, reiteradamente, através da imprensa internacional e das ONGs comprometidas com os direitos das crianças que esses sejam respeitados nas áreas de confrontos, conforme prescrevem os tratados internacionais ratificados pelos estados-membros.

A busca de informação é uma maneira pró-ativa de estarmos participando da luta contra a violência sexual e os abusos de todas as ordens cometidos contra os povos do Oriente Médio e dos países africanos nos episódios bárbaros, que tanto envergonham, moralmente, governos e cidadãos.

sábado, 30 de abril de 2011

MURIÓ ERNESTO SABATO HOYEN BUENOS AIRES

El fallecimiento se produjo en su casa de Santos Lugares. Notable autor y ensayista, escribió "El túnel" y "Sobre héroes y tumbas", entre otras obras clave. Fue titular de la Conadep tras el regreso de la democracia. En 1984 había recibido el Premio Cervantes, el más importante de la literatura en español (El Clarín, 30.04.11).


segunda-feira, 25 de abril de 2011

A MORTE DE SRI SATYA BABA

No domingo de manhã, li uma notinha de uma amiga, em minha página do Facebook, anunciando o falecimento do mais reverenciado líder espiritual indiano, Sri Satya Baba, aos 84 anos, em sua cidade natal, Putaparthi. Fiz uma busca na WEB dos jornais internacionais para ler sobre o ocorrido.

Baba já estava internado há várias semanas, por problemas respiratórios e outras complicações que resultaram na falência múltipla de órgãos. Seu corpo ficará exposto para visitação pública por alguns dias, até o ritual funerário. A Polícia municipal redobrou a segurança pública, uma vez que o prognóstico é de consternação geral dos indianos e estrangeiros, nos próximos dias, que cultuavam sua liderança espiritual.

Satya Baba ficou famoso nos anos 70, especialmente nos EUA, durante a contracultura e o movimento hippie. Atribuíam a ele habilidades especiais, como a telecinese, ou seja, a capacidade de movimentar objetos materiais no ar.

A organização social, que levava seu nome, e movimentava milhões de dólares em doações, gere importantes projetos educacionais e sociais na Índia, construindo escolas, hospitais e clínicas para as populações pobres. Não obstante reunir seguidores de mais de 100 países, Baba era vítima de perseguição de parte de ex-seguidores, que o denunciaram de fraudes e de abusar sexualmente devotas. O fato é que nunca se formalizou um processo definitivo contra ele na Índia.

O Primeiro-Ministro, Manmohan Singh, descreveu sua morte como uma perda irreparável: “ele foi um líder espiritual, que inspirou milhões a estabelecerem uma vida moral e repleta de sentido (sítio da BBC em 25.04.2011).

domingo, 24 de abril de 2011

A MÍMESE NO FUTEBOL!

No sábado, conversando com um amigo e aluno de filosofia, o Rafael Koehler, ouvi algo dele que me surpreendeu, com o testemunho da Niandra, sua esposa: "É, o teu time (o Internacional), para melhorar, só imitando o meu (o Grêmio)!" E não é que ele aplicou o conceito de 'mímese' aristotélico para comentar que o meu time, apenas por imitação, poderia desencanar? O que acham vocês, amigos colorados?

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